Rick Dalton (Leonardo DiCaprio) é um famoso ator de TV, mas acontece que nos anos 60 ser um ator de TV não era exatamente algo de prestígio como é hoje em dia (aliás, até os anos 2000, a TV era visto como algo menor, uma prima pobre do cinema), então, é perfeitamente compreensível o fato de Dalton e seu amigo, o dublê Cliff Booth (Brad Pitt) tentarem alcançar fama e fortuna no cinema. Naquela época, Hollywood vivia uma transição entre o período que ficaria conhecido como “Era de Ouro” e se preparava para entrar em outro que ficaria conhecido no futuro como “Nova Hollywood”. Se antes as produções eram marcadas pelo glamour e a fantasia, agora o cinema não tinha nenhum receio em mostrar sexo, uso de drogas e violência e é em meio a esse período de mudança que os dois protagonistas tentam achar seu caminho na indústria em uma narrativa ambientada na Los Angeles do final dos anos 1960, que mistura realidade e ficção.

Dalton e Booth saíram de mente de Tarantino, mas considerando que Era Uma Vez em…Hollywood é um filme nostálgico, não é de se estranhar que o diretor/roteirista em questão tenha povoado sua história com uma porção considerável de personagens que realmente existiram. Veja abaixo quem foi cada um deles:

 

Sharon Tate (Margot Robbie)

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Sharon Tate começou a ganhar fama na segunda metade anos 1960 com o longa Dança dos Vampiros (1967), filme dirigido por Roman Polanski, que também viria a se tornar o seu marido no ano seguinte. Ela era famosa essencialmente por sua beleza, já que a versatilidade como atriz, infelizmente, ela não teve tempo de mostrar. Sharon foi assassinada aos 26 anos, na madrugada do dia 9 de agosto de 1969, num episódio bárbaro que chocou todo os EUA pela barbaridade dos crimes. A atriz estava grávida de 8 meses.

Além de Sharon, outras quatro pessoas foram assassinadas na casa localizada em Cielo Drive, Los Angeles: seu amigo e ex-namorado Jay Sebring; Wojciech Frykowski, amigo de Roman Polanski; a namorada dele, Abigail Folger e Steve Parent, que estava ali de passagem (Parent não aparece no filme). No dia seguinte aos crimes, a “Família Manson” retornou ao bairro, invadiu outra casa e matou seus ocupantes, o casal Leno e Rosemary LaBianca. Anos depois, ambos os casos foram apelidados pela mídia de “Tate-LaBianca”. A família ainda foi responsável pela morte de Gary Hinmann, em julho de 1969 e pelo homicídio de Donald Shea no final de agosto do mesmo ano, algumas semanas após a morte de Sharon.

 

Roman Polanski (Rafal Zawierucha)

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O polonês Roman Polanski era um diretor em ascensão quando conheceu Sharon Tate no set de Dança dos Vampiros, em 1966. No ano anterior, já havia lançado o clássico Repulsa ao Sexo, com a atriz Catherine Deneuve e, dois anos depois, lançaria O Bebê de Rosemary, um dos maiores clássicos do suspense. Na época dos assassinatos, Roman estava em Londres, cuidando da pré-produção do seu próximo longa – The Tragedy of Macbeth (que entrou em stand by por um tempo, por motivos óbvios). À primeira vista, não se sabia nada dos crimes, o que levou Polanski a espalhar anúncios por Los Angeles, oferecendo uma recompensa a quem soubesse de algo que levasse aos assassinos. Haviam teorias (que circulavam com a ajuda da imprensa, é claro) de que o diretor estaria envolvido com a máfia polonesa e que os crimes seriam uma retaliação.

Polanski foi ao banco dos réus anos depois, em 1978, quando foi acusado de ter abusado sexualmente da adolescente Samantha Geimer, de apenas 13 anos. Para evitar mais uma prisão preventiva (ele já havia sido preso por 47 dias e solto sob fiança), fugiu para a Europa e se encontra foragido da justiça americana até hoje. A vítima lançou um livro de memórias em 2013, no qual afirmava ter perdoado o cineasta. Nesse meio tempo, Polanski também ganhou Oscar de melhor diretor por O Pianista, mas teve o prêmio retirado e foi expulso da Academia em meio ao movimento #metoo. Lançou o último filme em 2017, o longa Baseado em Fatos Reais, no qual dirige a atual esposa, a atriz Emanuelle Seigner.

 

James Stacy (Timothy Olyphant)

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Stacy era ator e fez sua carreira na TV. Ele é mais conhecido por Lancer, um seriado de faroeste que esteve no ar entre 1968 e 1970 na CBS. Em 1973, foi atropelado por um caminhoneiro bêbado enquanto andava de moto. Perdeu seu braço e sua perna esquerda, mas continuou a trabalhar, ainda que esporadicamente. Sua ex-esposa, Connie Stevens, fez um baile de gala para angariar fundos e bancar seus gastos com o hospital e a reabilitação. Frank Sinatra e Barbra Streisend participaram do evento, inclusive. Stacy morreu em 2016, aos 79 anos. No filme, ele é interpretado por Timothy Olyphant, companheiro de Drew Barrymore em Santa Clarita Diet. Seu personagem tem uma semelhança com o Rick Dalton, afinal o personagem de DiCaprio também protagoniza uma série de faroeste no mesmo período.

 

Connie Stevens (Dreama Walker)

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Assim como o ex-marido James Stacey, Connie construiu boa parte de sua carreira na TV. Foi muito ativa durante os anos 60, onde conciliou trabalhos tanto no cinema quanto nas telinhas. Foi o seu auge, mas, apesar disso ela trabalha até hoje, ainda que em ritmo bem reduzido do que estava acostumada. Durante o final dos anos 1960, onde Era Uma Vez Em…Hollywood se passa, ela já se encontra divorciada de Stacey e trabalhando numa série de TV. Dreama Walker (Paperback) a interpreta.

 

Wayne Maunder (Luke Perry)

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Outro ator conhecido por atuar em séries de faroeste durante os anos 1960. Primeiro faroeste que ele apareceu foi Custer, exibida por 17 episódios antes de ser cancelada em 1967. Em seguida, ele se juntou a James Stacy em Lancer, que esteve no ar durante dois anos. Esteve também em Chase, série policial no ar apenas por uma temporada em 1973 e finalizou sua carreira de ator com o famoso besteirol Porky’s: A Casa do Amor e do Riso, o longa que deu origem a uma franquia e a outros filmes como American Pie. Morreu em 2018, aos 80 anos. Em “Era Uma Vez…“, ele é vivido por Luke Perry, ator falecido no começo deste ano, conhecido por Barrados no Baile e por Riverdale.

 

Steve McQueen (Damian Lewis)

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O ator Steve McQueen era um aficionado por velocidade e participava de corridas de carros e de motos. Tal característica só reforçava a sua persona, tida como cool pelo público. McQueen parecia mais interessado nas corridas do que na própria carreira, chegando a pedir até mesmo ao seu mecânico para escolher os roteiros para ele, já que não tinha paciência para lê-los. Foi uma estrela do cinema de ação nos anos 1960, uma espécie de Tom Cruise daquela época. Apesar do foco em filmes de ação, ele diversificou a carreira com filmes como O Preço de Um Prazer (1963), ao lado de Natalie Wood e Papillon (1973), com Dustin Hoffmann. Ele era amigo próximo de Roman Polanski e de Bruce Lee e chegou a frequentar várias festas na casa do cineasta polonês. No filme, ele é interpretado por Damian Lewis, de Homeland.

 

Bruce Lee (Mike Moh)

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Quando criança, Bruce Lee atuou em diversos filmes em Hong Kong, mas se afastou da vida artística no final da adolescência para dedicar-se exclusivamente às artes marciais. Já nos EUA, Lee foi instrutor e participou de vários torneios e apresentações, quando foi “descoberto” por um produtor de TV em uma dessas apresentações de luta que costumava fazer. Ele teve um papel importante na série Besouro Verde, que só durou uma temporada (1966-67), fez aparições pequenas na TV e idealizou um faroeste que seria protagonizado por ele. Porém, acabou substituído por David Carradine, pois os produtores temiam que o público rejeitasse um herói chinês. Insatisfeito com os papeis pequenos que conseguia, ele voltou a Hong Kong. Para a sua surpresa, descobriu que Besouro Verde fez muito sucesso por lá e que ele era uma celebridade naquelas bandas; o programa até foi renomeado como Show do Kato, seu personagem na série. Isso fez com que o diretor Raymond Chaw o escalasse para o longa O Dragão Chinês (1971), que fez sucesso em toda a Ásia e o lançou ao estrelato. Ele faria mais três filmes: A Fúria do Dragão (1972), Voo do Dragão (1972) e Jogo da Morte (1978). Este último, aliás, foi completado postumamente. Lee morreu de edema cerebral, aos 32 anos, em Hong Kong, sem ter tido tempo de aproveitar o seu sonhado estrelato. O ex-James Bond George Lazenby e Steve McQueen carregaram o seu caixão durante o seu funeral, em 1973.

Roman Polanski confessou, em sua autobiografia, ter suspeitado de Bruce Lee na época em que Sharon Tate foi morta. Quando chegou na cena do crime, o diretor se lembra de ter visto um par de óculos deixado por um dos assassinos e se lembrou imediatamente de Lee ter dito a ele, dias antes, que havia perdido os seus. Ciente disso e do fato de que Lee era uma máquina de matar ambulante, devido ao seu profundo conhecimento das artes marciais, Polanski decidiu tirar a dúvida e chamou Lee para ir ao oculista com ele. Ao ver a receita médica, o diretor notou que o grau recomendado era diferente do grau dos óculos achados na cena do crime. Lee nunca soube que Polanski chegou a suspeitar dele. Em Era Uma Vez em… Hollywood, a futura lenda das artes marciais ainda é um sujeito qualquer em Hollywood, sendo interpretado por Mike Moh (Inumanos, Empire).

 

Mama Cass (Rachel Redleaf)

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Você pode nunca ter ouvido falar de Mama Cass Elliot, mas certamente já a ouviu cantar. Ela era uma das vocalistas da banda The Mamas & The Papas, cujo maior hit – California Dreamin – continua sendo bastante tocada até hoje. No final dos anos 1960, período em que se passa o filme, ela já havia saído da banda e iniciado uma carreira solo bem-sucedida e produtiva. Infelizmente, a vida dela não durou muito tempo depois disso (esse artigo tá cheio de gente que morreu jovem, agora que paro para notar). Mama Cass tinha uma saúde frágil, graças ao excesso de peso e não resistiu a um ataque cardíaco em 1974, aos 32 anos. No longa de Tarantino, ela é interpretada por Rachel Redleaf, da série Atypical.

 

Joanna Pettet (Rumer Willis)

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Joanna Pettet foi uma atriz britânica que viveu o auge de sua carreira durante os anos 1960, quando trabalhou com Sidney Lumet no longa O Grupo (1966), mas quase toda a sua carreira de atriz, da qual está aposentada há 30 anos, foi dedicada à TV. Ela também era amiga de Sharon Tate e almoçou com ela no dia de sua morte. Anos depois, Joanna endossou as alegações de que Polanski teria sido um marido abusivo, dizendo ao biógrafo Ed Sanders que ele controlava todos os aspectos da vida de Tate, desde a maquiagem até o que ela dizia na frente das outras pessoas. No filme, Joanna é interpretada por Rumer Willis, filha de Bruce Willis.

 

Sam Wanamaker (Nicholas Hammond)

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Um ator de teatro treinado, Sam Wanamaker fez a mudança para Hollywood no final dos anos 40, mas não passou muito tempo nos EUA. Ainda no começo dos anos 1950, ele voltou à Inglaterra depois de ter sido considerado simpatizante comunista e de quase ter parado na lista negra. Ele retornou a Hollywood nos anos 60 e apareceu em filmes e programas de TV. Ele também foi um diretor de sucesso, primeiro em seriados de faroeste como Custer e Lancer. Sua maior contribuição cultural, no entanto, foi liderar a restauração do Shakespeare’s Globe Theatre em Londres.

 

Jay Sebring (Emile Hirsch)

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Uma das cinco vítimas de homicídio na casa do casal Polanski-Tate, Jay Sebring revolucionou a forma como os homens penteavam os cabelos, quebrando tabus em torno dos cabelos masculinos – e cobrando mais de US$ 50 por um corte no Jay Sebring Salon, em Los Angeles. Alguns de seus clientes mais famosos incluíam Frank Sinatra, Sammy Davis Jr., Steve McQueen, Jim Morrison e Warren Beatty (cujo personagem no filme de 1975, Shampoo, foi parcialmente baseado em Sebring), e ele ajudou a lançar a carreira cinematográfica de Bruce Lee. Sebring e Sharon Tate estavam romanticamente envolvidos antes de conhecer Polanski, e a dupla manteve uma amizade próxima depois do casamento dela com o diretor. Apesar disso, não era segredo que ele continuou apaixonado por Sharon e os jornais da época até cogitaram que suas mortes foram produto de uma orgia que deu errado.

Segundo a confissão dos criminosos, na noite do crime, Sebring conversava em um dos quartos com Sharon, quando a casa foi invadida pela família Manson. Ele tentou defender Tate, ficando na frente da atriz, mas foi baleado e em seguida esfaqueado até a morte.

 

Abigail Folger (Samantha Robinson)

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Na noite de 8 de agosto de 1969, Abigail Folger jantou no famoso restaurante El Coyote em Los Angeles com Tate, Sebring e seu namorado Wojciech Frykowski. Milionária, ela era herdeira do Café Folger e era também uma ex-assistente social e amiga dos Polanskis; Abigail e Frykowski estavam cuidando da casa alugada de Tate e do marido enquanto os dois estavam na Europa, fazendo filmes. À pedido de Polanski, ela e o namorado continuaram na casa assim que Tate retornou.

Posteriormente, foi revelado que Abigail havia confessado a amigos próximos que pretendia deixar Frykowski. Os dois brigavam constantemente, o que resultava num consumo de drogas ainda maior da parte de ambos. Na noite do crime, ela estava lendo em um dos quartos quando viu Susan “Sadie” Atkins se esgueirando pelo quintal. Abigail acenou e sorriu para ela, achando que era amiga de alguém. Instantes depois, a própria Susan adentraria o seu quarto com uma faca na mão, ordenando que ela fosse ao andar de baixo. Lá, ela seria esfaqueada até a morte por Patricia Krenwinkel e Tex Watson. Ela tentou se defender deles até o fim, inclusive tentou fugir, quando finalmente sentiu que não teria mais escapatória, pediu que parassem, alegando já estar morta. No filme, ela é interpretada por Samantha Robinson, do filme cult The Love Witch.

 

Wojciech Frykowski (Costa Ronin)

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Wojciech (se pronuncia “voytek”) Frykowski era um amigo de longa data de Polanski e aspirante a roteirista que produziu um dos primeiros curtas-metragens de Polanski e trabalhou como salva-vidas no set de A Faca na Água. Ele conheceu sua amante, Abigail Folger, através do escritor polonês Jerzy Kosinski, e os dois viveram juntos em Los Angeles de 1968 a 1969, primeiro em uma casa em Laurel Canyon, onde eram vizinhos de Mama Cass, e depois na casa de Polanski-Tate, enquanto o casal viajava pela Europa.

Em 8 de agosto de 1969, ele dormia na sala de estar da casa em Cielo Drive, quando foi acordado pela voz de Charles “Tex” Watson. Atordoado, perguntou ao sujeito que horas eram, sendo respondido com um chute na cabeça. Quando perguntou quem era o invasor, Tex respondeu que era o diabo e estava ali “para fazer negócios do diabo”. Todos foram enviados a sala de estar e amarrados. Quando Frykowski percebeu que o grupo pretendia matá-los, conseguiu desamarrar-se e começou uma briga com Susan Atkins, que ainda conseguiu esfaqueá-lo 4 vezes nas pernas. Ao ver que ele ganhava a luta, Tex o acertou com uma coronhada. Wojciech ainda tentou correr, mas foi baleado e esfaqueado por Tex Watson.

 

Charles Manson (Damon Herriman)

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Charles Manson foi o cérebro por trás dos assassinatos de Tate-LaBianca, bem como o líder carismático do culto a que ele se referia como sua “família”. Embora ele não estivesse presente nos assassinatos na casa do casal Polanski-Tate, ele participou do assassinato de Leno e Rosemary LaBianca na noite seguinte. Antes da terrível onda de crimes que ele orquestrou no verão americano de 1969, Manson era um aspirante a cantor e compositor que, através de seu relacionamento com Dennis Wilson, vocalista do grupo Beach Boys, viu uma de suas canções ser gravada pelo grupo em 1968.

Manson passou a vida inteira se metendo em problemas com a polícia e a justiça. Foi preso diversas vezes ao longo da vida e quando foi solto 1967, conheceu Mary Brunner e aí nasceu o que ele chamaria de “Família Manson”. Os dois saíram pelos EUA, vivendo de pequenos roubos e sem residência fixa. Ao longo dessas viagens, mais pessoas foram se juntando a eles, até que o grupo foi parar em Los Angeles, graças ao desejo de Manson em impulsionar seu aviso sobre o fim do mundo através de suas músicas. Foi nesse período que conheceu Dennis Wilson, dos Beach Boys. Ele ficou tão amigo de Manson que deixou ele e sua família morarem na sua mansão por um tempo e usarem suas roupas. Foi Wilson quem apresentou Charles a Terry Melcher, filho da atriz Doris Day e produtor musical. Ele morava na casa da Cielo Drive antes dela ser alugada ao casal Polanski-Tate e não mostrou muito interesse nas músicas de Manson. Como vingança, ele ordenou que o grupo fosse até a residência e matasse todos os ocupantes.

Embora tenha alegado inocência, Manson foi condenando a morte, mas o Estado da Califórnia baniu a pena de morte em 1972, o que provocou a conversão da sua pena em prisão perpétua. Manson morreu em 2017, aos 83 anos. Damon Herriman, o ator que o interpreta em Era Uma Vez Em… Hollywood, já viveu Manson antes na série Mindhunter, da Netflix.

 

Charles Watson/Tex (Austin Butler)

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Como muitos membros da Família Manson, Charles Watson, ou simplesmente “Tex” (ele recebeu esse apelido por conta de seu sotaque texano) foi para a Costa Oeste dos EUA para participar da contracultura dos anos 60 centrada nas drogas e na música. Depois de conhecer algumas das seguidoras de Manson, ele se juntou à Família. Tex participou ativamente dos assassinatos de Tate e LaBianca em agosto de 1969; fugiu do estado e foi finalmente condenado em um julgamento separado das três mulheres acusadas. Permanece na prisão até hoje.

 

Lynette ‘Squeaky’ Fromme (Dakota Fanning)

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Indiscutivelmente a mais famosa dos membros da Família Manson, ‘Squeaky’ Fromme não participou dos assassinatos. Ela, no entanto, serviu como ligação entre a Família Manson e a mídia durante o julgamento criminal de Manson; Ela liderou um grupo de membros da Família que acampavam fora do tribunal todos os dias e imitavam os movimentos físicos de Manson e de seu bando – quando Manson e as meninas chegaram ao tribunal com as cabeças raspadas e Xs esculpidos em suas testas, Fromme seguiu o exemplo. Muitos anos depois, em 1975, ela virou manchete mais uma vez ao tentar assassinar o Presidente americano Gerald Ford em Sacramento, Califórnia.

 

Susan Atkins/Sadie (Mikey Madison)

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Apelidada por Manson de Sadie Gloutz, Susan era uma das seguidoras mais fiéis do culto, uma espécie de cheerleader, segundo Tex Watson. Eles frequentemente invadiam e furtavam casas aleatórias durante a noite, enquanto os donos dormiam. Sadie achava essas “missões” do grupo divertidíssimas. Ela gostava tanto de chamar a atenção de Manson para ela, que acabou criando problemas para a Família e fazendo com que ela fosse expulsa do grupo por um tempo. Mas Sadie, obviamente, voltou, e não só participou do assassinato de Gary Hinman (outro caso ligado a Família), como também tomou parte nos assassinatos em Cielo Drive. Esfaqueou Wojciech Frykowski nas pernas e ajudou Tex Watson a matar Sharon Tate. Quando saíram do cenário do crime, ela escreveu a palavra PIG (porco, em inglês) com o sangue da atriz na porta da casa. Em outubro de 1969, ela foi presa por suspeita de estar ligada à morte de Hinmann e, ao se gabar para as colegas de cela, contou seu envolvimento na morte de Sharon Tate. As outras detentas contaram o que ela havia dito às autoridades, que assim puderam elucidar o crime. Susan Atkins morreu em 2009 na prisão, vítima de um tumor no cérebro.

 

Patricia Krenwinkel/Katie (Madisen Beaty)

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Patricia Krenwinkel, ou Katie, como era chamada pela Família, esteve envolvida no caso Tate-LaBianca. No primeiro crime, ela foi a responsável pela morte de Abigail Folger, já no caso LaBianca, ela ajudou Tex e Leslie Van Houten a matarem Rosemary LaBianca e ainda usou o sangue das vítimas para escrever mensagens por toda a casa. Atualmente cumpre prisão perpétua.

 

Catherine Share/Gypsy (Lena Dunham)

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Apesar de não ter participado dos assassinatos do caso Tate-LaBianca, Catherine Share falou no julgamento de 1970 que a testemunha-chave Linda Kasabian (que estava presente nos assassinatos, mas disse não ter participado da matança) foi a mente por trás dos crimes. Juntamente com Squeaky Fromme e outros seguidores de Manson, Share foi acusada de tentativa de homicídio (mais tarde a acusação foi reduzida a conspiração para dissuadir testemunha) após um plano para assassinar um membro da família Manson, a fim de impedi-la de testemunhar no julgamento. Nos anos 70, Share passou cinco anos na prisão depois de um assalto à mão armada ao lado de outros membros da Família. Após sua libertação da prisão, Share renegou Manson e seus seguidores.

 

Steve Grogan/Clem (James Landry Hébert)

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Clem não participou dos crimes Tate-LaBianca, mas na mesma noite em que o último aconteceu, ele, Sadie e Linda Kasabian ficaram encarregados por Manson de matar um cara que tentou dar carona a Linda. O grupo se dirigiu até a casa da vítima, mas desistiram de seguir o plano quando bateram no endereço errado. Steve “Clem” Grogan, no entanto, participou do assassinato de Donald Shea, em 28 de agosto de 1969. Antes do crime, a polícia havia ido até o Rancho Spahn (esconderijo do grupo) para investigar uma série de roubos perpetrados pela Família. Manson suspeitou que Shea, um dos funcionários, havia feito a denúncia e decidiu se vingar, reunindo-se com alguns de seus seguidores para matá-lo (Clem entre eles). Ele foi preso e condenado à prisão perpétua, mas conseguiu a liberdade condicional em 1987, porque o juiz do caso considerou que na ocasião do crime, Clem era “burro e drogado demais” para tomar decisões por si só. Ele foi o único membro da família condenado a conseguir liberdade.

 

Leslie Von Hauten/Lulu (Victoria Pedretti)

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Uma das mais jovens da Família, Van Houten (ou Lulu) não esteve na residência em Cielo Drive na noite do crime, mas participou do assassinato de Rosemary LaBianca na noite seguinte. Van Houten queria provar seu valor para a Família e admirava a cúmplice Patricia Krenwinkel/Katie. Depois de matarem Rosemary e seu marido, ela ajudou Katie a escrever mensagens nas paredes da casa com o sangue das vítimas, assim como a colega de seita Susan “Sadie” Atkins havia feito com Sharon Tate na noite anterior. Lulu está presa até hoje.

 

George Spahn (Bruce Dern)

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Manson e seus seguidores estavam morando no Rancho Spahn, a cerca de uma hora de carro a noroeste da residência do casal Polanski-Tate em Cielo Drive, em 1969. Propriedade de George Spahn, a fazenda foi construída no início do século 20 e serviu como locação para filmes de faroeste (O Proscrito, de Howard Hughes, foi filmado lá, assim como cenas de Bonanza). Com oitenta anos de idade e cego na época, Spahn permitiu que a Família Manson vivesse na propriedade em troca de sexo com algumas das seguidoras do culto. Quando não se envolviam em crimes, nem se drogavam e/ou participavam de orgias, eles ajudavam Spahn a operar seu negócio de aluguel de cavalos. O papel era originalmente de Burt Lancaster, mas o ator faleceu e Bruce Dern o substituiu.

 

Era uma vez em…Hollywood estreia nos cinemas brasileiros dia 15 de agosto.

 

Fonte: CieloDrive.com; Words of Women; Meaww; Tate-LaBianca Homicide Research Blog; Hollywood Reporter.