Há algum tempo atrás, foi anunciado a compra da Fox Studios pela Disney. Todas as franquias da Fox, a partir dos próximos meses precisarão passar, também, pela aprovação da Walt Disney Studios. E isso inclui, principalmente, os personagens da Marvel. A Fox foi pioneira em trazer de volta ao público, franquia de super heróis de volta ao holofote . Começando com X-Men:

O filme, em meados de 2000. Desde lá a franquia passou por diversas fases, e tentativas. Muitas destas tentativas baseadas em erros. Infelizmente os erros persistiram. E em sua “despedida”, apesar de breve melhora ainda fica o sentimento de decepção devido ao potencial da franquia. Agora, resta aguardar as novidades da Disney para os mutantes.

A franquia dos X-men, sempre foi a principal franquia de heróis da Fox, devido aos diversos fracassos do Quarteto Fantástico. Devido a isto, a empresa ficou tão ambiciosa em fazer eventos grandes com esta equipe para arrecadas cifras milionárias, que deixou acontecer diversos problemas debaixo de seu nariz. Desde a trilogia original X-Men, sofreu com falhas de roteiro, enredo corrido e alguns personagens mal utilizados.

Após esta tentativa, o estúdio partiu para reiniciar a franquia, mantendo o principal da anterior Wolverine, porém, reformulando basicamente todo o restante. Ao tentar explorar, o que teoricamente seria o passados dos personagens, mas que se mostra cada vez mais um total reboot com apenas referências a franquia original, X-Men: Fênix Negra se mostra confuso.

Decidido adaptar novamente, o principal arco dos mutantes nos quadrinhos, Fênix Negra peca devido a falta de construção dos seus personagens e do próprio arco nos filmes anteriores. O que acaba por deixar o filme corrido, precisando desenvolver seus personagens chave de forma direta em um único filme para que o público se aproxime do filme. E, infelizmente o filme utiliza demasiadamente do recurso “frases de efeito”, conhecido por valorizar o personagem em poucas palavras.

Além disso, o filme tem uma subtrama relativamente fraca, em que não traz ameaça ao telespectador em momento algum, sem fazer questão de valorizar os perigos que os personagens trazem. A excelente atuação de seus atores principais como James McAvoy, Michael Fassbender e Sophie Turner, não compensa o mal desenvolvimento de outros personagens importantes para a trama. Ao mesmo tempo em que certos momentos o filme, se abstêm de explicar ou desenvolver determinado fato ao esperar que o telespectador já tenha assistido aos anteriores, em outros ele se mostra repetitivo por desenvolver algo já trabalhado.

Em relação aos pontos positivos, podemos contar que há cenas de ação, mesmo curtas, de tirar o fôlego. A utilização de todos os personagens, cada um com seus poderes lutando entre si é algo que merece o reconhecimento. Junto a isso, as cenas são acompanhadas de uma trilha sonora de Hans Zimmer(Batman v Superman), que agrega de maneira épica ao filme, sempre representando de forma intensa a cena. O desenvolvimento ambíguo de Charles Xavier e sua índole é colocada em cheque no filme, exatamente como nos quadrinhos. Pela primeira vez o personagem foi trabalhado como se não fosse um “deus” onde todas suas atitudes são para o bem de todos.

Por fim, X-men(ou X-Women) ainda me deixou uma breve curiosidade. Pequenos spoilers neste trecho, em determinado momento do filme é citado o Centro de Contenção Mutante(Mutants Contention Unity, em inglês), onde a sigla utilizada pelos soldados fica MCU, devido a sigla ser em inglês. Coincidentemente, ou não, a nova casa dos mutantes Marvel Cinematic Universe(MCU). Ainda temos uma pequena referência, aos velhos costumes de Erick e Xavier de jogar xadrez.