As cinebiografias estão voltando com força total desde o sucesso de Bohemia Rapsody. Agora vemos Rocketman, trazendo a vida do ícone pop Elton John. E nos foi prometido um filme onde não teria vergonha de se mostrar como ele realmente é. E nesse filme vemos isso e muito mais.

No filme vemos grande parte da trajetória do cantor, desde sua juventude até a sua fase adulta passando em meio de crises e problemas. Com isso o enredo do filme poderia ser cansativo, mas se torna dinâmico a cada música cantada, mostrar um trecho de sua vida.

Os figurinos usados no filme também impressionam, e conseguem ser fiéis ao que Elton John passava nos palcos ao cantar. Além de mostrar uma narrativa feita pelo próprio cantor. Nisso vemos trechos da vida do cantor que mostram o que lhe marcou  como ele mudou.

Taron Egerton está incrível como Elton, trazendo todas suas nuances e expressões. Os personagens secundários não possuem grande destaque em si, mas são um grande complemento para a história. A fotografia também impressiona, mostrando grandes momentos musicais e também trazendo emoções para a tela.

A direção também consegue surpreende, fazendo cenas diferentes e saindo da sua zona de conforto. Mostrando momentos do passado e futuro ao mesmo tempo.

A história se desenvolve muito bem, mas o roteiro acaba se tornando simples devido ao fato de ter tantos momentos para mostrar no filme. Ele consegue ser interessante e muito bom, mas não é extremamente inovador como uma cinebiografia.

Bohemia Rapsody teve seus problemas na produção, mas mesmo assim passou o sentimo de Queen. E em Rocketman vemos o mesmo, mostrando desde a ascensão da lenda, até sua queda e terminando com seu renascimento.