Após a polêmica cena de Will Smith como Gênio surgir, muitos se perguntavam o que o filme iria entregar. Se ele seria uma obra diferente, ou fiel a animação. E bem, podemos dizer que ela é as duas coisas.

Em relação as músicas, o filme é bem fiel, e também ao tom da obra original. Tanto que nesse filme não se vê muito das características principais do diretor Guy Ritcher. O filme consegue entregar bons espetáculos que chegam aos pés da animação.

Já os personagens conseguem entregar o essencial para manter a obra plena. Will Smith surpreende como Aladdin trazendo humor e mais dinâmica ao filme, que sem ele acaba sendo um pouco lento as vezes. Entretanto alguns personagens não foram tão bem apresentados assim. O Sutão não tem o mesmo tom cômico da animação, assim como o papagaio Iago. Ja’Far não consegue passar a postura bizarra e vilanesca da animação, fazendo ele ser apenas mais um vilão maluco.

A trama realmente não foge muito do esperado, entretanto ela ganha pontos ao dar mais importância para a Jasmine, fazendo o arco dela ser muito maior do que apenas a parte romântica do filme. De fato existem mudanças na trama como a adição de alguns novos personagens, mas mesmo assim a obra entrega o principal e faz isso pontualmente.

O roteiro consegue ser leve, mas ao mesmo tempo em certos momentos ele não consegue passar um ar de que certa cena é natural, e parece algo forçado a acontecer. Mas no final das contas, o filme ainda é Aladdin e somos pegos pela nostalgia daquele mundo de figurinos exagerados e animais falantes.

As músicas ainda conseguem te prender, e a fotografia consegue mostrar muito bem o que cada uma passa. No final das contas Aladdin pode não passar do que foi prometido, mas já é o suficiente para preencher o filme. E em relação ao polêmico gênio de Will Smith, podemos dizer que: VOCÊ NUNCA TEVE UM AMIGO ASSIM!