Pode se dizer de passagem que Mr. Robot é uma das séries mais inovadoras e brilhantes da tv nos últimos anos, seja por sua trama realista cheia de quebra-cabeças cibernéticos, políticos e psicológicos ou tecnicamente com as ótimas atuações que este ano ganham mais uma valiosa adição (Bobby Cannavale) e os belíssimos planos em conjunto com uma ótima edição de som. Neste ano todos os quesitos bons da série são elevados à um novo nível, voltando com um ritmo mais semelhante a da 1ª temporada, que é lento, mas em cada cena tem uma necessidade na trama e se desenvolve de forma mais realista, diferente da temporada anterior.

Logo de inicio já é apresentado um personagem incrível que se torna uma chave da trama desta temporada, Irving, interpretado perfeitamente bem por Bobby Cannavele, misterioso no ponto certo e com as particularidades que Sam Esmail gosta de adicionar à seus personagens. Essa apresentação não impede que as questões deixadas ao fim da temporada anterior sejam respondidas, não de uma forma rápida, mas de uma forma clara que dá mais espaço para explicações sem diálogos expositivos já que o roteiro da série tem um cuidado muito grande.

Com isso, os personagens acabam tendo mais facilidade para se desenvolver, com destaque para Elliot (Rami Malek) e Angela (Portia Doubleday) que mostram personagens ainda frágeis, mais desta vez decididos do que querem. Isso apenas para destacar personagens cruciais no enredo, pois outros como Dominique DiPierro (Grace Gummer), Darlene (Carly Chaikin) e Whiterose (B. D. Wong) também tem seus momentos de brilhar na temporada. Mais a verdadeira atuação máxima da temporada vai para Christian Slater que entrega o melhor de Mr. Robot (do personagem, não da série, ou será que da série também?).

A partir do 5ª episódio, a série se torna frenética, claro que ao seu próprio jeito. Devagar, mas preparando terreno para coisas muito maiores. Aliás este episódio é tecnicamente o mais bem feito de toda a temporada, e com certeza um dos melhores episódios de séries do ano. Depois do show que ele dá os outros vão engrenando ainda mais a história e preparando o espectador para um último episódio devastadoramente bom, com acontecimentos que em comparação ao da metade da temporada são pequenos, mas executados também de um jeito brilhante.

Roteiro feito com um cuidado tamanho, atuações inspiradíssimas, uma direção impecável e um dos melhores episódios de séries do ano. Se ainda não começou a ver Mr. Robot ou ainda não viu sua 3ª temporada, esta é a hora, porque ela é uma das melhores coisas na tv dos últimos anos.

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