O filme produzido pelo vencedor do Oscar Guilherme Del Toro chegou aos cinemas. Nesse filme vemos toda a paixão do diretor pelas histórias de terror e também suas homenagens a clássicos contos. E agora essas histórias se tornam reais.

O filme é claramente uma homenagem a outras diversas histórias de terror, mostrando um livro amaldiçoado, uma cidade pequena e um grupo de crianças em perigo. No decorrer de todo filme, algumas cenas e até mesmo diálogos se assemelham ao outras obras, sendo uma boa forma de homenagem.

A fotografia do filme também é pontual, entregando o necessário para manter as cenas tensas. E com isso temos um ótimo trabalho da equipe de maquiagem que criou monstros excelentes (Del Toro sempre acerta nessa).

A metáforas para mudanças e sobre o que devemos fazer após um trauma são videntes no filme. Onde de pano de fundo vemos as eleições onde o presidente Nixon vence. Também existe um grande foco no amor paterno e jovem no filme que alimentam ainda mais o roteiro.

Os personagens também são exemplos claros e referências a outras obras, onde cada um ali representa um aspecto do grupo de sobreviventes em um filme de terror. Todos estão passando por mudanças e também apresentam um bom carisma.

Entretanto encontramos um problema agora, Guilherme Del Toro é responsável pela produção e roteiro do filme, não a direção. André Øvredal não é um diretor ruim, entretanto fica claro que ele em certos momentos não acompanha o ritmo de Del Toro.

A direção para apresentação de personagens e suas motivações também são prejudiciais, fazendo com que se tornem infelizmente rasas. Nessa parte também acabamos caindo em certos momentos em “sustos clichês” onde simplesmente somos pegos de surpresa por um estrondo sonoro.

O filme consegue entregar um bom enredo com personagens que não são perfeitos, mas servem para o seu papel. Del Toro continua contando boas histórias assustadoras para contar no escuro, mas nem sempre quer dizer que ficarão boas em outras mãos.