Lady Killers | As Vilãs da cultura pop são tão diferentes na vida real?

“Bruxa, madastra, viúva-negra, rainha malvada, femme fatale, vilã. O mito da maldade feminina resiste à passagem do tempo e é capaz de chocar mais do que atos impiedosos cometidos...
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“Bruxa, madastra, viúva-negra, rainha malvada, femme fatale, vilã. O mito da maldade feminina resiste à passagem do tempo e é capaz de chocar mais do que atos impiedosos cometidos por um homem.” –Tori Telfer, Lady Killers

Como casos reais influenciam na criação de vilãs na cultura pop e vice versa? Bem, essa questão veio a minha cabeça quando estava lendo o livro “Lady Killers: Assassinas em Série” da Darkside. O livro em questão trata de mulheres assassinas em série, e sobre os mitos que cercam todos esses casos. Um dos pontos apontados pela autora do livro é a desumanização dessas mulheres, como a torpeza e futilidade de seus atos são logo ligados à bruxaria, comparando-as com monstros. Embora, sabemos muito bem que se tratam de mulheres de verdade sem qualquer ligação ao sobrenatural ou magia.

O livro aborda muito bem todos os temas trazidos à discussão por ele mesmo, diante disto, este artigo com base nos pontos e nos casos abordados na obra veio dissecar as mentes das grandes vilãs da cultura pop, aquelas criadas inspiradas em figuras reais e até casos reais, e como isso está ligado a casos reais, e por sua vez, aos “mitos da passividade feminina”.

Vamos relembrar algumas personagens famosas que possuem e passaram por situações semelhantes às personagens de Lady Killers:

 

Fênix Negra: Jean Grey

Quem não conhece a terrível Fênix Negra?! A doce Jean Grey possui esse alter ego poderoso e perigoso que é capaz de dizimar sistemas solares inteiros. Jean Grey era uma mutante que ao se tornar hospedeira da entidade Fênix amplifica seus poderes em um nível inimaginável, porém Jean começa se tornar uma espécie de deusa e se distancia de sua humanidade, como acontece em casos reais depois de traumas algumas pessoas começam a perder a empatia pela vida humana, assim como Jean, sendo essas vidas descartáveis e sem valor.

 

Aileen Wuornos — Monster – Desejo Assassino

O filme estrelado por Charlize Theron, papel que lhe rendeu um Oscar de Melhor Atriz, mostra a história de Aileen uma mulher que teve uma infância marcada por traumas até que um dia ela se tornou uma assassina em série, o filme, dirigido por Patty Jenkins (de Mulher-Maravilha), fez um bom trabalho retratando a trajetória de Aileen e toda a cobertura midiática de seu julgamento, o que a fez ser conhecida como a primeira serial killer americana (fato esse que não é verdade), ela foi condenada a morte pelos seus crimes e executada por injeção letal em 2002.

Annie Wilkes — Louca Obsessão

A personagem em questão nasceu no livro homônimo de Stephen King, na versão cinematográfica ela é interpretada por Kathy Bates, que também levou o Oscar por seu trabalho no filme, a personagem possui uma personalidade doentia e uma admiração distorcida por seu escritor favorito. Quando ela percebe que suas expectativas são frustradas ela vai se mostrando seu lado sádico e doentio ao seu ídolo.

 

Catherine Tramell — Instinto Selvagem

Uma escritora que tem seu namorado assassinado, que por coincidência ou não em seu último livro descreve uma cena igual a do crime. O detetive interpretado por Michael Douglas se vê envolvido por ela que usa sua sensualidade como uma arma aliada a sua psicopatia. A famosa cena da virada de pernas de Sharon Stone é icônica na sétima arte. O filme confirma uma dos ponto do livro que as damas assassinas são subestimadas e usam a luxuria para conseguirem o que querem.

Madrasta Má

Quantas versões da Madrasta Má não foram adaptadas para telinhas, telonas, livros entre outros, não é mesmo? Seja a madrasta da Cinderella ou Branca de Neve, o que sabemos bem é que elas são capazes das maiores atrocidades para conseguirem o que querem sem demostrar um pingo de empatia para as suas vitimas, portanto, se fossem reais seriam mais que “dignas” de serem umas das Lady Killers do livro. Uma menção honrosa seria a Malévola (da animação original, é claro).

 

Objetos Cortantes

Sem entrar em muitos detalhes para quem ainda não leu ou assistiu essa obra, Objetos Cortantes mostra muito bem como a natureza feminina pode ser perversa, a série e livro tem como personagem central Camile Preaker (Amy Adams) e mostra sua relação com sua mão e irmãs em meio a uma investigação de assassinatos de meninas em sua cidade natal. São obras imperdíveis, o livro de mesmo nome escrito por Gillian Flynn e minissérie da HBO, que mergulham muito bem na relações dessas mulheres e com vilãs bem construídas.

 

Cassandra Nova — X-Men (Marvel Comics)

Cassandra Nova é dizer que ela é indiferente a sua espécie é pouco, irmã gêmea do Professor X, Cassandra odeia tanto o irmão quanto odeia os mutantes. Ela é responsável pelo genocídio mutante ocorrido na ilha de Genosha, morreram 16 milhões de mutantes no massacre. Cassandra é sem dúvidas não só uma das maiores vilãs dos X-Men, mas também de toda raça mutante.

Vovó Bondade — Novos Deuses (DC Comics)

Não se engane como o nome dela, ela responsável por treinar os soldados de Darkseid, conhecida por suas torturas física e psicológica, a Vovó é extremamente cruel e autoritária. Quando Jack Kibry escreveu Novos Deuses ele se inspirou nos regimes fascista e nazista para criar Apokolips (planeta dominado por Darkseid), logo não há dúvida que a Vovó foi inspirada pelos generais destes regimes.

 

Amy Dunne — Garota Exemplar

Outra personagem criada pela autora Gillian Flynn, não é exatamente uma assassina em série, mas sem dúvidas é uma psicopata fria e calculista que faz qualquer um pensar bem antes de trair o companheiro ou companheira. Amy mostra que um rostinho bonito pode ser responsável por planos vingativos extremamente bem planejados quando expectativas não foram alcançadas.

Bem, é isso, o que acharam da lista? Conhecem outras personagens que mereciam estar na lista?

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