A Netflix continua investindo em seus originais, e dessa vez trouxe a adaptação Polar, da HQ de ação do autor Victor Santos. E por mais que a HQ mostre um mundo “exagerado” de ação e violência, no filme isso não impacta.
O filme acompanha a vida de um assassino profissional aposentado, que se vê em perigo quando ele descobre que está sendo caçado por vários assassinos diferentes. E nesse quesito, a história consegue ser bem linear, entregando um início, meio e fim.
Além disso temos um bom elenco no filme como Mads Mikkelsen e Katheryn Winnick. Os atores conseguem transmitir o carisma de cada personagem, mas o problema é o roteiro que os limita. É possível ver um bom potencial de cada um, mas um roteiro travado prejudica um possível desenvolvimento.
O intuito do filme é criar um universo caricato de vilões e personagens. E isso consegue ser entregue, criando um universo que parece uma paródia dos filmes de brucutus. E o que vale notar é a direção do filme, que não apresenta trilhas sonoras e é bem silencioso (especialmente para um filme de ação). Essa ideia é boa, mas mal executada, o que acaba causando uma lentidão no filme.
As cenas de ação tentam imitar outros filmes como John Wick, mas consegue entregar apenas algo Ok. Já no enrendo, ele é um clichê, que diverte mas não te prende do inicio ao fim. Por mais que exista uma reviravolta no final, ela se torna fraca após duas horas de filme.
Para aqueles que buscam uma divertida HQ de ação, procure por Polar. E caso desejem ver o filme, tentem se desprender e apenas se divertir, caso não tenha nada para fazer.