Quando falamos sobre a biografia ou história de uma pessoa real, na maioria das vezes os estúdios escolhem contar a história das mais conturbadas, polêmicas e surreais histórias. E com Halston não é diferente. Contudo esse interesse em histórias desse tipo acontece devido ao interesse nessas realidades surreais. Não vivemos esse tempo, ou a maioria não se encontra em um lugar assim na sociedade, então ganhamos a oportunidade de com uma pitada de drama, edição e trilha sonora, explorar o pior e melhor dessas pessoas.

A série é dirigida por Daniel Minahan, que foi responsável por alguns episódios de House of Cards, Game of Thrones e o filme Deadwood, traz consigo o peso de sua experiência. Já no roteiro temos Sharr White que ganhou destaque pela recente série Generations da HBO. E temos o nome de peso, Ewan McGregor que faz o papel principal na série. A produção dividida em cinco episódios é produzida por Ryan Murphy, criador de American Horror Story que fechou um contrato de exclusividade para a Netflix.

Halston com sua equipe de modelos

A série aborda a vida de Roy Halston Frowick, um dos designers de moda mais famosos da história que foi responsável pelo chapéu usado por Jackie Kennedy, a esposa do presidente John F. Kennedy. Uma história que mesmo antes de ser lançada gerou polêmica, com os amigos e família de Halston dizendo que a série não é fidedigna a história real. Devido a tudo isso, a série chamou atenção. Entretanto qual o resultado final da história?

A série em cinco episódios consegue te envolver totalmente em Halston, e nos faz sentir empatia pela suas falhas e sua queda fatal. A direção da série consegue seguir a dinâmica rápida do roteiro, tendo soluções inteligentes para os momentos de genialidade do personagem. A forma como a narrativa é construída, deixando cada década como pano de fundo da narrativa e seus efeitos na sociedade e na moda, consegue criar algo de fato singular.

Ewan McGregor entrega com maestria a encarnação de Halston, tendo incorporado todos os seus trejeitos, incluindo sua voz caricata. Sua atuação pode se assemelhar ao Máscara Negra de Aves de Rapina, mas aqui o ator possui tempo, uma direção única e o esforço para invocar tal persona. E os atores secundários são grandes suportes para o personagem principal, mas ainda conseguem entregar algo bom o suficiente para a série não perder sua força e seus personagens passarem suas emoções.

A trilha sonora é um suplemento que vale ser deixado em nota pois amplifica certos momentos da série. Já as locações e estética da série condizem com a proposta da série, sendo algo que esbanja o glamour e classe da época. E com cinco episódios, a série consegue ser direta, mostrando o necessário para começar e encerrar aquela história.

Ryan Murphy acerta ao trazer um dos símbolos mais importantes do Design, e com isso entrega uma história com altas emoções e todo o glamour do reino da Moda.

Leia também:

Crítica: Castlevania 4° Temporada | Um épico final de sangue, guerra e esperança

Compartilhar
Nerd, Otaku, Gamer, Zueiro e tudo que há de bom! O criador do projeto Nerd Zoom, tentando levar os Nerds aonde nenhum fã jamais foi...