Castlevania é uma famosa franquia de jogos que teve seu primeiro jogo lançado pela Konami em 1986. Nela acompanhamos Simon Belmont que busca impedir o retorno do grande vampiro Drácula que planeja destruir a humanidade. Contudo esse enredo se encontra nas entre linhas do jogo, e com isso a história desse universo só ganhou forma com seus sucessores.

E a Netflix após adquirir os direitos da franquia, buscou criar uma adaptação do clássico jogo para uma série animada. Warren Ellis (Planetary, Authority) se juntou a equipe sendo responsável pelo roteiro da série, e Adi Shankar (Dredd, 2012) ficou responsável pela direção. Enfim chegando em 2017, tivemos uma curta primeira temporada com 4 episódios. E logo em seguida uma segunda com 12 episódios, e sua terceira e quarta temporada com 10 episódios.

E agora chegamos ao final da saga de Alucard, Trevor Belmont e Sypha. E de uma maneira surpreendente, impactante, com ação e diálogo, chegamos a um final conclusivo. E a partir disso vemos como talvez deva ser uma adaptação de videogame.

A terceira temporada ganha destaque em sua fotografia e animação. Tendo talvez um orçamento maior, dessa vez a maioria dos episódios possui uma luta impactante para preencher o espaço de tempo do episódio. A coreografia da luta impressiona, ainda mais pelo fato de fazerem algo esteticamente fora dos padrões e irregular de maneira proposital. Cada combate possui um ambiente único, com uma condução singular para cada personagem que está no foco do combate.

O design de personagens e os monstros da série continuam seguindo a qualidade das temporadas anteriores. A consistência da animação se torna um tanto quanto estranha em alguns momentos, onde parece haver uma mistura de 3D com 2D, só que a direção tenta corrigir isso com uma iluminação diferente ou frames rápidos onde o 3D é inserido.

O roteiro em si acaba não tendo tanto destaque quanto as temporadas anteriores devido ao trabalho de fechar o arco de todos os personagens, contudo isso não é deixado de lado. A temporada apresenta monólogos e diálogos que refletem qual a real motivação dos personagens, e também aborda questões sobre ter esperança na humanidade e suas falhas.

Cada personagem nessa temporada apresenta uma narrativa bem similar. Somos apresentados ao seu momento atual e como ela está após todos os acontecimentos daquele mundo, temos um ponto de virada ou uma curva na narrativa onde eles tomam determinada ação e após isso um desfecho e realização sobre quem ele é. E isso é trabalho de forma fluída e natural na narrativa, sem pressa a série encerra o arco dos personagens com um final aberto mas que não precisamos saber para onde eles vão e sim que sua jornada chegou ao fim.

O ponto de virada final da narrativa pode ser algo fora da curva e que destoa da história, contudo é algo necessário para que enfim a história daqueles personagens tenha um final. Com embates épicos, personagens carismáticos, despedidas chocantes e reviravoltas, Castlevania da Netflix entrega o que deve ser uma verdadeira adaptação dos games.

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