Os Flinstones foi um desenho marcante para muitos, legado que o quadrinho segue fervorosamente, permitindo que os leitores ou os fãs da animação se encantem com esta nova roupagem dos personagens, considerada uma das melhores sátiras sociais dos últimos anos. O segundo volume da série (confira a critica do primeiro volume aqui), chegou recentemente no Brasil, com um preço “acessível” para muitos leitores, e marca o fim da publicação das edições pela Panini Comics.
Ainda com muitos elementos já presentes no primeiro encadernado, Mark Russel ainda consegue inserir novos conceitos para as crônicas: como o sentido da vida, os deveres de uma sociedade para com o próximo e uma crítica ferrenha a política com uma mistura notável de xenofobia (interpretação livre do governo de Donald Trump), tornando a narrativa mais reflexiva do que as primeiras edições, porém um pouco menos impactante, nada que interfira na qualidade extremamente alta das histórias.
A arte de Steve Pugh, aparenta estar bem melhor e mais conectada com a narrativa, transpassando de uma forma ainda melhor os sentimentos dos personagens. A transição de quadros se mescla em uníssono com a narrativa, dando mais complexidade ao enredo e aos diálogos presentes no mesmo, conforme a história e os diálogos progridem, partes do monologo narram diferentes cenas ao redor da cidade de Bedrock, dando uma dimensão maior das “consequências” dos eventos presentes na edição. Vale também mencionar o trabalho de coloração feito por Chris Chuckry, que dá um toque especial e infantil aos desenhos, somando na sensação de nostalgia.
Muito elogiada em diversas mídias, essa é um dos quadrinhos cotados para diversas categorias no Prêmio Eisner deste ano, dentre eles: Melhor minissérie, Melhor publicação de humor, e a cereja do bolo: Mark Russel como Melhor Roteirista, competindo com grandes nomes como: Jeff Lemire (Black Hammer) e Tom King (Mister Miracle), não chega a ser um dos favoritos, mas é uma indicação mais do que merecida.
Com seu humor inteligente e suas histórias altamente reflexivas tanto socialmente quanto pessoalmente, essa é uma publicação que merece uma continuação e segundo rumores da internet, ela e a nova versão de Scooby-Doo irão ganhar novas edições, podemos apenas esperar que continuem com o padrão de qualidade de suas antecessoras. Os encadernados são bem acessíveis para os leitores, o formato simples de suas edições permitiu uma queda considerável no preço da publicação, vale muito a pena a aquisição deste material para a coleção, pois evidentemente irá se tornar um clássico em anos vindouros.