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Zoom em quadrinhos | Etrigan – Lendas do Universo DC

Finalmente! Resenha do tão aguardado clássico, Etrigan, de Jack Kirby!

 Depois de meses de espera e sofrimento, finalmente está aqui o julgamento, de uma obra clássica e fenomenal, Etrigan, o demônio imortal!

Saudações, leitores e leitoras! Nem consigo acreditar, mas até que enfim a Panini publicou uma das maiores obras de Jack Kirby, o demônio Etrigan! Eu não via mais a hora. Eu passava todos os dias na banca. Enchia o saco do dono da banca que é meu amigo. Dormia lá! Mentira, claro. Ou não…

A expectativa que eu estava para ler esse quadrinho conseguiu ser superada absurdamente. A arte do rei Kirby dispensa comentários, já que ele estava no auge, e há pouco tempo tinha finalizado o Quarto Mundo, para a DC também. A história me surpreendeu mais ainda. Acompanhamos a vida de Jason Blood, um demonologista, que sofre constantemente com pesadelos com demônios e magia. O que ele não sabe, é que há séculos, na queda e nos momentos finais de Camelot, cidade e castelo do lendário Rei Arthur, o mago Merlin convocara um longínquo servo seu para combater as hordas de Morgana Le Fey, a bruxa inimiga de Arthur. E claro que esse servo era o demônio Etrigan! Rechaçando as tropas inimigas, Etrigan conseguiu contê-las e dar um alívio para Merlin conseguir fugir. Tendo sua missão cumprida, o demônio sofreu uma curiosa metamorfose, até se transformar em um homem que vagou por séculos e séculos sem saber quem era de verdade. A partir daí, já nos tempos atuais, Merlin convoca novamente Etrigan para enfrentar as mais diferentes ameaças,  desde o retorno da bruxa Morgana até sociedades secretas milenares, “uivadores”, e o mais diferentes seres do submundo possíveis. O demônio é convocado com um simples cântico: “Afasta-te, forma vilã! E dá lugar ao demônio Etrigan!”

Mas é claro que o lado humano tem que aprender aos poucos a lidar com sua outra contraparte. Conhecemos os amigos do nobre e rico Jason Blood: Harry, Randu e a apaixonada Glenda. As empreitadas de Etrigan & cia são extremamente criativas, e não perdem o propósito original da DC, que é ser uma publicação de terror, já que o público estava voltando a demonstrar interesse. Etrigan é um demônio forte, esguio e osso duro de roer. Chega até a ser um personagem cativante.

E que tal um poema para combinar com a obra?

Um conto de terror, medo e suspense, vindo da brilhante mente, do gênio dos quadrinhos, Kirby, o rei excelente, responsável por um clássico evidente.

A obra, uma aula de narrativa e desenhos, é assustadora, excitante, e escrita com fascinante empenho, com diferentes monstros e vilões, presenteia o leitor com ainda maiores satisfações.

Além de tudo, parece que até Alan Moore leu o quadrinho, quando escreveu outro clássico, outro Monstro também, que igualmente mexeu os pauzinhos desse universo tão vasto e curioso vindo do além.

Brincadeiras a parte, originalmente o demônio Etrigan não rimava sempre como rima hoje, uma ideia posterior ao Kirby. Certamente a publicação é uma das melhores do ano, e não é por menos. Os vilões e perigos que Etrigan enfrentam são convincentes e realmente aterradores, como um livro de terror clássico. É um épico e uma prova da versatilidade do rei em relação aos quadrinhos. Kirby não gostava de escrever sobre terror, morte e magia; e mesmo assim, criou um clássico magistral, e um personagem querido até hoje. E esse é só o primeiro volume (e agora eu me sinto perdido até o segundo e último ser publicado)! Quem sabe, não abre caminho para uma saga ainda maior… um tal de QUARTO MUNDO?

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