The Gifted estreou nesta terça 03 no Brasil já com um primeiro episódio cheio de ação e conflitos familiares. A série gira em torno da familia Strucker formada por Lauren (Natalie Alyn Lind), Andy (Percy Hynes White), Kate (Amy Acker) e Reed (Stephen Moyer) que se vêem sendo perseguidos pelo governo quando Lauren e Andy se mostram mutantes em um baile na escola.

O primeiro episódio começa com dois núcleos separados, mas que ao fim do episódio se juntam, com um deles sendo a família de Reed e o outro sendo a Resistência Mutante com quem eles virão a ter contato. A ação predomina nos primeiros momentos da série já mostrando alguns mutantes importantes para a trama e seus poderes como Lorna (Emma Dumont) e John Proudstar (Blair Redford). A partir dai a história foca no núcleo familiar mostrando as dificuldades que Andy passa na escola e a sua relação com a irmã e a mãe. Enquanto isso Reed é usado na trama para fazer a conexão com o mundo mutante, já que ele participa da caçada do governo contra os mutantes, o que gera conflitos quando a trama evolui. Os atores Percy Hines e Natalie Alyn estão bem em seus papeis de jovens fugitivos enquanto Stephen Moyer e Amy Acker também representam bem os pais assustados com a descoberta dos poderes dos filhos.

O rumo que a história toma a partir do momento em que os poderes dos dois jovens são descobertos dita o tom do episódio e o drama da série. Os personagens vão de uma família normal para uma família fugitiva com dois adolescentes mutantes em poucos momentos. A partir dai, o episódio passa a ser cheio de ação e perseguições, com uma leve pausa para conversa de Reed com um dos integrantes da Resistência Mutante (e claro, para o cameo de Stan Lee). Há também breves diálogos que exploram a extrema virada da vida de Reed já que antes ele caçava mutantes e agora tem que proteger seus filhos mutantes, o que abre portas para diferentes caminhos que o personagem pode tomar. Sem muito desenvolvimento nos personagens mutantes que já estão acostumados com a vida de fuga, a série deixa isso para mais tarde. Como um primeiro episódio este apresenta bem o ritmo da série, deixando brechas para coisas que podem ser desenvolvidas depois.

A série enfrenta ainda as mesmas limitações que Legion nos efeitos especiais que algumas vezes ficam confusos ou um pouco toscos, mas no geral consegue satisfazer. Mas é muito diferente dela em questão de tom, enquanto Legion é colorida, aposta em algo mais desafiador e ao mesmo tempo leve, The Gifted é sombria, rápida e cheia de ação, isso só mostra o quanto a Fox consegue ser diferente no tom das suas série no universo mutante e promete uma nova e boa experiencia em sua nova produção.