Crítica: Far Cry 5 | Com nova ambientação, a franquia se perde na sua própria história

Confira nossa crítica sobre o mais novo jogo da franquia Far Cry!...

Far Cry 5, o mais novo jogo da Ubisoft chegou prometendo trazer um vilão à altura de Vaas, um mapa gigantesco e muita coisa para ser feita nesse mundo. Mas será que ele cumpriu com tudo que diz ser? Confira nossa crítica!

“Você está ilhado atrás das linhas inimigas no condado de Hope, ocupado por um culto, no estado norte-americano de Montana, e ninguém vem te ajudar. Eden’s Gate, um verdadeiro exército de fanáticos, finalmente agiu e fechou a área, deixando você todos os outros residentes do condado de Hope em território do culto. Agora você está sozinho contra forças mortais em Território de Céu Aberto, sem sinal no celular e apenas uma maneira de acabar com a loucura: botar fim em Joseph Seed, o autoproclamado profeta de Eden’s Gate, e libertar o condado de Hope de sua campanha para salvar suas almas à força.”

A franquia Far Cry sem dúvida se tornou um grande jogo desde o Far Cry 2, e assim por diante tivemos protagonistas e histórias nos mais exóticos lugares. É difícil não fazer nenhuma comparação com os jogos anteriores, mas vemos claramente um grande cuidado com detalhes dos jogos anteriores e uma profundidade maior para aquele universo.

O jogo Far Cry 5 nos traz uma ambientação que nos deixa na curiosidade de explorar e conhecer ainda mais aquelas regiões, além de contar com uma mecânica de clima de acordo com a região bem interessante. Mas mesmo nós tendo toda essa região ao maior estilo velho oeste moderno para explorar, o jogo começa a se perder a partir desse ponto.

O jogo, diferentemente dos anteriores, não parece ter uma história principal a se seguir, e mesmo você fazendo uma missão que parece te encaminhar para a história principal, ela se mostra como apenas uma missão paralela. E isso é um dos grande pontos fracos do jogo, as missões, tanto principais quanto paralelas não se diversificam, e acabam se repetindo várias vezes. Nos momentos onde temos algo que parece ser diferente, nós vemos aquilo novamente e isso tira toda a emoção que o jogo tentou passar. E aquela variedade de armas que tínhamos nos jogos anteriores, não encontramos aqui.

Os inimigos possuem uma certa diversidade em si, mas o “real desafio” acaba se perdendo devido ao fato de que por algum motivo, temos a habilidade de ver as pessoas através das paredes. Os “Chefes” de cada região são o que acabam trazendo uma diversificação no combate, cada um com sua especialidade e assim dando uma visão um pouco diferente pelo menos ao jogo.

O personagem principal que não existe, “O Recruta”, acaba deixando o jogo ainda mais sem um ponto forte de Far Cry que era o carisma de alguns personagens. Os personagens secundários não te trazem nenhuma sensação de profundidade, e mesmo o vilão principal sendo algo muito caricato, onde creio que tentaram replicar a fama de Vaas, acaba perdendo o foco, devido ao alongamento que dão até chegarmos a conhecer ele, mas sim, ele é um dos poucos, ou único personagem que tem uma real profundidade em sua história e você sente uma certa empatia por ele.

As novas mecânicas adicionadas até que deixam o jogo mais interessante, trazendo uma arvóre de habilidades diversificada, e um jeito muito mais tranquilo de conseguir pontos para ela. O sistema de recrutamento, onde você monta sua revolução também é algo legal, que incrementa um novo elemento para a gameplay. O avião também acaba sendo um novo veículo que deixa a gameplay mais divertida.

Far Cry 5 foi um jogo que provavelmente tentou repetir alguns elementos caricatos da franquia, mas nisso, ela se perdeu em sua própria história. O jogo acaba sendo divertido em alguns momentos, e tem uma boa ambientação, então após ler essa crítica, vá conferir um pouco mais do jogo, e aí tire suas próprias conclusões.

Far Cry 5  está disponível para Xbox One, PlayStation 4 e PC.

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Nerd, Otaku, Gamer, Zueiro e tudo que há de bom! O criador do projeto Nerd Zoom, tentando levar os Nerds aonde nenhum fã jamais foi...
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