Aquela Atuação Ruim de Dar Dó

Com a temporada de premiações chegando, e o Framboesa de Ouro já liberado sua lista, nós também decidimos listar algumas atuações tão ruins, que chegaram a dar dó

Ruim de dar dó. Já ouviu essa expressão? Obviamente que já. A usamos para vários sentidos de frase, e até a sétima arte infelizmente pode usufruir da palavra. Listamos abaixo algumas atuações ruins que o cinema já proporcionou, que chegam a dar dó, do telespectador obviamente … de ter de se sujeitar a ver algo tão ruim diante dos olhos.

CARA DELEVINGNE 

ESQUADRÃO SUICIDA (2016)

Se tem algo que “Esquadrão Suicida” fez de pior foi escalar Cara Delevingne para seu elenco. A moça já não havia demonstrado talento em produções anteriores, como “Cidades de Papel” (2015), e ainda assim a Warner insistiu em mante-lá na produção, sabendo que a personagem seria complexa, e que por sua vez deveria ser interpretada por alguém á altura. O resultado não podia ser outro, uma atuação ruim que desagradou crítica e público, e confesso que eu ao assistir o filme no cinema, me senti envergonhado por presenciar algo tão mal interpretado diante de meus olhos. Magia, vilã que Cara interpreta no filme, acaba não causando impacto algum, graças a falta de talento da atriz além do roteiro, que também não ajuda muito.

MICHELLE WILLIAMS

VENOM (2018)

Venom pode até ter sido um sucesso de bilheteria, mas a verdade é que o filme foi um fracasso de crítica, e também não agradou grande parte do público, principalmente fãs das HQs do anti-herói. Estrelado pelo talentoso Tom Hardy, o filme acaba sendo apenas mais uma produção de super heróis comum e sem grandes pretensões, o que acaba sendo igual aqueles filmes do começo dos anos 2000, como “Mulher Gato” e “Demolidor”. Mas um dos maiores problemas deste longa sem dúvida é a atuação caricata e engessada de Michelle Williams. Surpreendentemente ela não está indicada ao Framboesa de Ouro deste ano, embora tenha sido cotada em todas as pré listas do “prêmio” de piores do ano. Michelle simplesmente não combina com a personagem que interpreta, e muito menos com o estilo da produção, parecendo incomodada o tempo todo de estar ali. Ela não demonstra emoções, e sua função parece se limitar a entoar diálogos decorados. Anne, sua personagem, também é a típica mocinha em perigo, cuja finalidade é apenas ser a namorada do herói, coisa que deveria ter ficado para trás a muito tempo, e que vemos sendo cada vez menos mostrado em produções atuais, onde mulheres estão cada vez mais fortes e independentes em filmes de super heróis. Uma das últimas vezes que vi isso acontecer a uma mocinha foi em “Thor” (2011), mas agora vivemos em um mundo onde “Mulher Maravilha” (2017) foi um grande sucesso de bilheteria e crítica. Se fosse um filme de 2005 podia ser até aceitável, mas para uma produção de 2018 não mais.

DYLAN MINNETTE

VENDE-SE ESTA CASA (2018)

Produção da Netflix do início do ano passado, “Vende-Se Esta Casa” foi um dos maiores fracassos do ano. O longa que tinha um enorme potencial, foi completamente desperdiçado em uma tentativa fail de ser um suspense europeu, mas que não tem nada além de clima para isso. Na história mãe e filho se mudam temporariamente para uma casa que está a venda, e lá coisas estranhas começam a acontecer. Não bastasse o filme ser ruim, a atuação de seu protagonista Dylan Minnette é ainda pior. Sem nenhuma expressão durante todo o filme, Minnette parece o tempo todo perdido e deslocado dentro da produção, como se estivesse ali por obrigação, e ler o texto e falar exatamente o que está ali parece ser sua meta. Se essa era a intenção o ator conseguiu com sucesso, porque é sem dúvidas uma das piores atuações que eu já vi, e olha que eu gosto de algumas outras atuações dele como em Os Suspeitos (2013). Mas aqui tudo que consegue causar é tédio, por sua cara de paisagem o tempo todo.

TAYLOR LAUTNER

SEM SAÍDA (2011)

Se em “Crepúsculo” (2008), Taylor Lautner já demonstrava todos os sinais da canastrice, que o acompanharia por toda sua breve carreira, em “Sem Saída” ele não deixa nenhuma dúvida sobre isso. Com uma atuação de dar pena, o ator é colocado para interpretar momentos dramáticos mas não consegue causar sentimento algum, além da vontade de rir pela tentativa dele de expressar sentimentos. O talento dramático de Taylor é zero, e tentar fazê-lo se expressar por olhar e momentos chorosos piora ainda mais isso, e é exatamente isso que o diretor John Singleton tenta fazer em Sem Saída. Vendo o fracasso, o diretor então explora cenas de ação do astro, que também falham, porque ele não serve nem como ator de ação. O resultado é um filme ruim, com um protagonista ainda pior.

JULIA GOLDANI TELLES

SLENDER MAN: PESADELO SEM ROSTO (2018)

Não bastasse Slender Man ser um dos piores filmes de 2018, e com certeza um dos piores longas de terror de todos os tempos, as atuações são tão ruins quanto. Ninguém no elenco está bem de verdade, mas a pior atuação é sem dúvida alguma de Julia Goldani Telles, atriz que eu desconhecia até aqui, e não faço a mínima questão de acompanhar a partir daqui. Além de não passar nenhum sentimento de medo e aflição pelo que está enfrentando, a atriz não tem um pingo de carisma, o que torna ainda mais insuportável a experiência de assisti-la em tela.

THAILA AYALA

PICA-PAU (2017)

Se tem algo tão ruim quanto o roteiro de Pica-Pau o filme, é a atuação da brasileira Thaila Ayala. Como vilã do filme, a atriz não convence em nenhuma cena, além de tentar o tempo todo se expressar com caretas exageradas, numa tentativa de mostrar o quão “talentosa” e expressiva é. Não apenas sua atuação é insuportável como o filme é ruim, mais parecendo um telefilme barato, daqueles que passam na Sessão da Tarde, e quase ninguém assiste.

ROBERT PATTINSON

CREPÚSCULO (2008)

Que a saga Crepúsculo inteira é repleta de atuações ruins é inegável, prova disso é Taylor Lautner (já citado acima) e que sem dúvida alguma possui a pior atuação de todos os filmes da saga. Mas honrosamente Robert Pattinson também merece um lugarzinho aqui, por ter uma atuação caricata e risível no primeiro filme da saga, em 2008, Crepúsculo. Robert que vem demonstrado ser um bom ator atualmente, já declarou em entrevistas que odeia sua atuação no longa, e que concorda com as críticas recebidas na época. A verdade é que mesmo com talento, um ator não consegue salvar um personagem ruim e raso, e o vampiro Edward Cullen não é um exemplo de profundidade, rendendo ao ator momentos de vergonha alheia durante o filme, como a cena do vampiro brilhando a luz do sol, uma das mais satirizadas da produção.

DANILO GENTILI

COMO SE TORNAR O PIOR ALUNO DA ESCOLA (2017)

Danilo Gentili nem de ator merece ser chamado, pois o cara é realmente péssimo. E não bastasse a falta de talento do mesmo, o filme em que atua é tão ruim quanto. “Como se Tornar o Pior Aluno da Escola” é uma aula de como não fazer cinema, e com um roteiro ruim e diálogos bizarros, o longa ainda consegue criar polêmica por introduzir um personagem pedófilo, com claras piadas e referências revoltantes em relação á isso, que não causam graça nenhuma, apenas indignação por tratarem um assunto tão sério de forma tão banal. Danilo não consegue ser engraçado, não consegue criar carisma com o público e soa tão artificial ao entoar seus diálogos, que a única risada que consegue arrancar é a de vergonha alheia.

MARIAH CAREY

UMA CANÇÃO DE NATAL (2015)

Que Mariah Carey não é atriz todos sabemos, e que sua falta de talento na atuação não é novidade, também sabemos. Mas ao passo em que surpreendeu em “Preciosa” (2009), nesta produção natalina da Hallmark ela consegue a proeza de ser o mais canastrona possível. Além de atuar no longa Mariah também o dirige, e isso faz bem já que é um delicioso filme de Natal estrelado também por Lacey Chabert (Meninas Malvadas). Mas a atuação de Mariah Carey como a vilã Melissa, uma espécie bem genérica de Regina George, numa tentativa fracassada da cantora em fazer algo como Mean Girls, é totalmente ruim e exagerada. Com tentativas de caras e bocas que nada acrescentam, e uma visível falta de expressão facial quando deveria ter, Mariah consegue ter uma das piores atuações que vi na vida.

HALLE BERRY

MULHER-GATO (2004)

Halle Berry é uma atriz talentosíssima, e isso é inegável. Premiada com o Oscar de Melhor Atriz, além de Emmy e Globo de Ouro, a atriz já mostrou seu talento em diversas produções, inclusive interpretando outra heroína dos cinemas na saga “X-Men”, como Tempestade, e o fez com maestria. Mas em “Mulher-Gato” o feito não se repetiu, e a culpa nem é de Halle, já que o roteiro do filme proporciona diversos momentos de vergonha alheia que seria impossível qualquer atriz ali se sair bem. Entre diversos momentos ruins, os momentos em que a Mulher-Gato fica se lambendo é um dos mais bizarros, além de várias tentativas de explorar a sensualidade de Halle, mas fazendo isso de um modo extremamente forçado, já que ela possui sensualidade natural de sobra. O resultado é um filme até divertido, ruim é verdade, mas que consegue entreter como tantos do gênero na época. Mas fazerem Halle Berry ter uma atuação tão ruim é imperdoável, e talvez isso que faça com que o filme seja tão criticado até hoje. Não podemos esquecer também da péssima atuação de Sharon Stone como a vilã engessada desse longa, que não iremos mencionar na lista, mas fica aqui uma citação honrosa.

ARNOLD SCHWARZENEGGER

BATMAN & ROBIN (1997)

Batman & Robin é repleto de erros e atuações ruins, mas uma das piores é sem dúvida de Arnold Schwarzenegger. O ator interpreta o vilão Mr. Freeze, em um filme que é considerado o pior do Homem Morcego por fãs e críticos. Mesmo com todas as críticas negativas Arnold revela que nunca se arrependeu de ter participado do longa, a atuação ruim do ator lhe rendeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Ator Coadjuvante em 1998.

ADAM SANDLER

CADA UM TEM A GÊMEA QUE MERECE (2011)

Em Cada Um Tem a Gêmea que Merece, comédia de 2011, Adam Sandler faz o feito de interpretar dois papéis, o dos irmãos gêmeos Jack e Jill. Em duas atuações caricatas e ruins, Adam não consegue causar nada além de tédio, fazendo com que sua indicação a vários Framboesa de Ouro pelo filme tenham valido a pena, inclusive sua vitória de pior ator naquele ano.

ROSIE HUNTINGTON-WHITELEY

TRANSFORMERS: O LADO OCULTO DA LUA (2011)

A substituta de Megan Fox na franquia Transformers conseguiu algo inédito, ser ainda pior que Megan na atuação. A modelo na época não tinha nenhuma experiência cinematográfica, o que contribuiu muito para seu mal desempenho no filme, que com certeza foi escolhida para o longa por sua beleza. O fato é que Rosie realmente é bela, mas não sabia atuar, e acho que isso nem culpa dela era, já que obviamente não deveria ser a escolha para o filme. Tudo bem que “Transformers” já estava desinteressante em seu terceiro filme, o que piorou muito ainda depois, mas escolher uma atriz seria muito mais sensato, do que escolher uma modelo para encher os olhos do público na tela. Rosie foi mal, e amargurou uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz Coadjuvante naquele ano, em seu trabalho de estreia.

JADEN SMITH

DEPOIS DA TERRA (2013)

Ao contrário do pai, Will Smith, seu filho Jaden Smith não conseguiu demonstrar talento algum em “Depois da Terra”. O longa já é ruim o bastante, e Jaden com sua falta de expressão facial é ainda pior. A atuação do garoto é sem carisma, sem sentimento e ele não passa nada além de vazio, como se seu trabalho fosse decorar o texto e falar em frente a câmera. O jovem merecidamente foi indicada ao Framboesa de Ouro também.

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Nascido no Rio Grande do Sul, com 24 anos, empresário e estudante de letras, Giovani tem paixão por cinema e TV e planeja escrever no futuro. Apesar de já ter escrito um livro, ainda não lançado, ele planeja ingressar nessa carreira de escritor, além de crítico de cinema, e dar aulas de português para crianças.

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