A HBO divulgou ontem o primeiro trailer do documentário Leaving Neverland, que acompanha dois acusadores adultos – Wade Robson e James Safechuck – enquanto eles relatam o abuso na infância que alegam ter sofrido nas mãos de Michael Jackson.
“Eu tinha 7 anos de idade. Michael perguntou: ‘Você e a família querem vir para Neverland?‘”, Diz o dançarino e coreógrafo Robson em um ponto da prévia. Sua mãe, Joy Robson, acrescenta: “Você ia até lá e esquecia todos os seus problemas. Você está em Neverland. Foi uma fantasia“.
Safechuck relembra os momentos de sua adolescência passados no rancho Neverland com a super estrela do pop. “Os dias eram preenchidos com experiências mágicas de aventura na infância: jogar tag, assistir a filmes, comer lanches“, diz Safechuck. “Qualquer coisa que você gostaria quando criança“.
Em outro lugar, Joy Robson diz que Jackson “surgiu como uma alma amável, carinhosa e gentil“. Ela acrescenta: “Era fácil acreditar que ele era apenas isso“.
Mas seu filho revela que o tempo que ele passou com Jackson não estava “fora de um livro de histórias”, nem era um “conto de fadas” como pode ter parecido para as pessoas de fora. “Ele me disse que se eles descobrissem o que estávamos fazendo, eu e ele iríamos para a cadeia pelo resto de nossas vidas“, Robson – que chegou à fama no início dos anos 2000 através de seu trabalho com Britney Spears, NSYNC e outros artistas pop- diz no trailer.
“Os segredos te sufocam“, diz Safechuck sobre os detalhes de seu relacionamento com Jackson, que ele mantinha em silêncio. “Você se sente muito só“.
Embora Robson tenha defendido Jackson na corte durante o infame caso de abuso sexual infantil, em 2005, o coreógrafo diz no trailer que ele não estava dizendo a verdade em seu depoimento. “Eu quero ser capaz de falar a verdade tão alto quanto eu tive que falar a mentira por tanto tempo“, explica Robson, agora com 36 anos.
Depois da estreia de Leaving Neverland em janeiro, no Sundance Film Festival, representantes do espólio de Jackson classificaram o filme de quatro horas como um “assassinato de um personagem de tablóide” e insistiram que “não é um documentário“, enquanto sua família chamava o diretor Dan Reed e os dois acusadores do filme de oportunistas.
Reed reagiu às críticas em uma recente entrevista ao The Hollywood Reporter: “Eles têm um ativo muito precioso para proteger. Toda vez que uma música toca, uma caixa registradora funciona‘”, disse ele. “Não me surpreende que eles saiam lutando em defesa desses ativos“.
Fonte: Hollywood Reporter