Amado pela sua fiel legião de fãs e odiado por muitos que leram ou ouviram falar sobre as desprezíveis acusações de abuso relacionadas ao seu nome. Allan Stewart Königsberg, mais conhecido como Woody Allen, continua na ativa mesmo aos oitenta e dois anos de idade.
Em “Roda Gigante”, seu novo filme, as principais características de Allen como roteirista estão de volta em uma história que não foge muito do seu habitat construído em mais de cinquenta anos de carreira.
Listamos alguns motivos para conferir (ou não) o trabalho mais recente desse polemico diretor.
Razões para assistir “Roda Gigante”
1 – Kate Winslet:
Provavelmente foi atrapalhada pelos últimos acontecimentos (que reacenderam os holofotes sobre a vida particular de Woody) em uma possível indicação ao Oscar.
A Atriz rouba a cena e está excelente como sempre.
Ponto positivo para Allen que sempre soube extrair atuações marcantes da maioria das mulheres que dirigiu.
2 – Vittorio Storaro:
O experiente fotografo simplesmente da vida ao parque de diversões em uma Coney Island ambientada nos anos cinquenta.
Com cores vibrantes e movimentos de câmera teatrais, Storaro desenvolve uma estética deslumbrante que ajuda no desenvolvimento de quase todos os personagens.
Razões para não assistir “Roda Gigante”.
1 – Woody Allen:
A história do estupro contra a própria filha adotiva manchou a carreira do prestigiado diretor de maneira permanente.
Muitos atores relataram arrependimento por terem trabalhado em seus filmes.
2 – Roteiro repetitivo:
Triângulos amorosos são marcas registradas na filmografia de Woody. Em “Vicky Cristina Barcelona”, Scarlett Johansson e Penélope Cruz contracenam com Javier Bardem. O trio da vez é composto por Kate Winslet, Juno Temple e Justin Timberlake.
Já não seria a hora do diretor de reinventar e explorar com maior frequência outros tipos de dramas? Podemos dizer que talvez sim.
As cartas estão na mesa e fica a critério do público assistir ou não “Roda Gigante”.
Seja qual for a sua escolha, ela será bem justificada.
