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Zoom em Quadrinhos | Guardiões da Galáxia – O Domínio dos Reis

Com a morte de personagens, luta contra um ser xenomorfo viral e a aparição de um certo Titã Louco, tudo isso ambientado em um cenário político, pode parecer confuso, mas é exatamente isso que acontece neste encadernado: uma confusão total.

Para aproveitar mais uma vez a expectativa consumista de todos os fãs da Marvel, a Panini decidiu apostar em relançamentos, ou até mesmo lançamentos, de diversos materiais do personagem Thanos. Tendo isto em mente, as bancas e livrarias foram praticamente “entupidas” de material do Titã Louco que é o grande vilão do maior lançamento de filme de super-heróis do ano: Vingadores – Guerra Infinita, alguns títulos são realmente muito bons e mereciam realmente ser lançados, como: Desafio Infinito e Thanos porém outros era melhor terem deixado no limbo editorial, como é o caso de Guardiões da Galáxia:  O Domínio dos Reis.

Escrito por Dan Abnett (DC Renascimento: Titãs) e Andy Lanning (Justiceiro: Ano Um), com a arte dos artistas Brad Walker (DC Renascimento: Aquaman), Victor Olazaba (Guerra do Apocalipse), Andrew Hennessy (Lanterna Verde: Novos Guardiões), Wes Craig (Deadly Class), Serge Lapointe (Jovens Titãs: Ano Um), conta a história dos Guardiões da Galáxia após perderem diversos membros durante um evento antecessor da revista chamado: A Guerra dos Reis, terem ainda que lidar com um xenomorfo viral que saiu da fenda dimensional que foi aberta, graças a explosão de uma bomba terrígena que deu fim a batalha. Neste meio tempo, as legiões da Igreja da Verdade Universal acreditam que a criatura seja uma espécie de salvador e não são parados até libertar a fera, temos ainda uma adição de fatores aonde vemos que uma ameaça que aparentemente morreu, não está morta e mais uma vez ameaça toda a vida na Galáxia.

O roteiro da trama foca mais no âmbito político dos personagens o que muitas vezes faz com que a história fique destoante de ritmo e uma imersão praticamente impossível. A trama presente neste encadernado não consegue prender o leitor, porque ela é fraca, tornando a leitura bem incômoda. Apesar disto, o cenário político apresentado merece destaque como ponto positivo da trama, pois foi trabalhado de uma forma excelente, mostrando muito bem efeitos de causa e consequência em uma ambiente tão controlado como é Luganenhum.

A arte presente no encadernado passa pela mão de diversos desenhistas, o que causa um certo impacto também na leitura, pois a familiaridade de traços que você tinha na edição anterior, não te acompanha na próxima, o que acaba deixando a história ainda mais confusa.

Com toda a certeza, podemos dizer que este é um encadernado muito desnecessário, que se aproveita da expectativa dos fãs para entregar um arco bem fraco apenas por ter a presença de Thanos, se mostrando como uma época um tanto fraca das mensais da equipe. Não estamos falando para não comprar este encadernado, pode até ser que se divirta com ele, mas priorize outros títulos.

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