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Zoom em Quadrinhos | Desafio Infinito

Resenha crítica sobre a HQ Desafio Infinito, publicada pela editora Panini Comics.

É indiscutível que Thanos é um dos maiores e mais icônicos vilões da Casa das Ideias, senão o maior.  Sua inteligência certamente bate de frente com Victor Von Doom – o Doutor Destino -, porém, sua astúcia e crueldade, como é vista em Desafio Infinito, certamente é inigualável.

 

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O encadernado recentemente lançado no Brasil, pela editora Panini Comics, compila as duas edições de Thanos – Em busca do poder, e as seis de Desafio Infinito, lançadas nos Estados Unidos, respectivamente, em 1990, e 1991. Os roteiros, em ambas as publicações, são de Jim Starlin, o pai das sagas cósmicas, e criador de Thanos, mas cada série é desenha por um artista diferente; Ron Lim, em Busca do Poder, e o mestre George Pérez em Desafio Infinito.

 

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A trama, na minissérie Em busca do poder, se inicia após Thanos ser ressuscitado pela Morte (sim, amiguinho, a morte é personificada no universo Marvel!). A missão incubida a Thanos pela Morte? Matar metade do universo. Simples assim! Para isso, na minissérie Em busca do poder, o Titã, após contemplar o Poço do Infinito, descobre que existem seis jóias anteriores até ao universo, que possibilitam controle sobre a mente, tempo, espaço, realidade, alma e poderCada jóia possui uma característica única, e unidas, tornam seu portador o ser mais poderoso do universo, até mais que a Eternidade, o Tempo, os Celestiais, e todas as deidades existentes. Para conquistá-las, Thanos precisa confrontar seus portadores, sendo que 5 dos portadores são Anciões!

 

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Obviamente, graças a seus meticulosos planos, Thanos conquista as seis jóias; e agora, com o poder do universo em suas mãos (literalmente), o que o Titã faz? Tenta cortejar a Morte, é claro! O que uma mulher não faz com a cabeça de um homem, hein? Entretanto, devido a seu poder divino, a Morte considera Thanos até SUPERIOR a ela, não podendo ter um simples e mero relacionamento. Mesmo com demonstrações de domínio sobre tudo que vive e sobre a realidade, matando um dos porta-vozes da Morte e construindo um trono para sentar ao seu lado, com um simples pensamento, a ceifadora de almas mal se comove. O martírio de Thanos, é ser um um deus, que não é amado (piegas demais!)…

Em Desafio Infinito, a história se inicia com a queda do Surfista Prateado no Sanctum Sanctorum, lar do Doutor Estranho, que alerta-o do perigo iminente de Thanos, que assola toda a existência. Voltando aos limites do universo, após conquistar as jóias e levar um chute no traseiro da Morte, Thanos se questiona o que ele fez para ser rejeitado dessa maneira; quem responde a sua pergunta é o demônio Mefisto, que se submete a servidão do Titã, que diz que, talvez, não seja o que ele fez, mas o que ele NÃO FEZ. Se você, leitor, come muito peixe, e tem uma memória boa, lembrará que a condição estabelecida pela Morte para Thanos voltar a vida, era matar metade do universo, pois já existiam mais seres vivos do o total de todos os já mortos. Seguindo uma teoria Malthusiana, a miséria e a pobreza eram originadas pelo excesso de população, que desequilibrava o universo, segundo a própria Morte. E em uma das cenas mais icônicas dos quadrinhos de todos os tempos, Thanos percebe seu erro, e finalmente, cumpre sua missão, com um mísero estalar de dedos.

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Agora, cabe aos seres mortais e imortais da Casa das Ideias confrontar o vilão, liderados por Adam Warlock, o arqui-inimigo de Thanos, que conseguiu se libertar da sua prisão na jóia da alma, e ressuscitar. Reunindo as deidades já citadas, os Vingadores, os X-men, o príncipe submarino Namor, o mago Doutor Estranho, e Norrin Radd, o surfista prateado, e diversos outros personagens do vasto arsenal da Marvel (menos os coitados do Quarteto Fantástico), os heróis partem em busca do conflito mais agonizante de suas vidas: derrotar o ser mais poderoso de todo o universo.

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Desafio Infinito, além de ser extremamente lindo em seus desenhos, graças ao trabalho espetacular de George Pérez, e com a maestria de Jim Starlin em sagas cósmicas, é uma pedra angular nas megassagas da Marvel, e certamente, dos quadrinhos. O roteirista consegue unir os heróis, que muitas vezes, mal se conhecem, de uma forma completamente natural e espontânea, de forma que até a discrepância entre os poderes de cada herói na grande batalha contra Thanos mal é notada. Além de todas estas qualidades, a HQ consegue entrelaçar um roteiro simples, mas ao mesmo tempo, delicioso de ler, às características únicas de cada personagem, desde à constante teimosa de Wolverine, aos ideais patriotas e humanistas do Capitão América, onde nenhum se sobrepõe a outro, cada um tendo um papel fundamental para a guerra cósmica. As batalhas, tanto quanto as contra os heróis “comuns”, conta os seres cósmicos, são o ápice da HQ. A edição também não deixa a desejar, com uma capa com alto-relevo e um lindo brilho dourado adicionado ao título, tanto na capa quanto na lombada, tornando a leitura ainda mais prazerosa.

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Ainda, com a chegada de Vingadores: Guerra Infinita, aos cinemas, a leitura deste quadrinho é vital para não somente compreender o futuro da Marvel nos cinemas, mas para acrescentar ao seu repertório quadrinístico e literário, a maior obra-prima de Jim Starlin, e certamente, uma das maiores sagas cósmicas já feitas.

 

 

 

 

 

(PS: não se assuste com o nome do filme; seu roteiro foi baseado em Desafio Infinito mesmo. E cuidado com os spoilers!)

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