Embora ainda não se saiba quando “Tenet“, de Christopher Nolan, estará disponível para o público brasileiro, as críticas internacionais já saíram – e são amplamente positivas. No site Rotten Tomatoes, o filme tem uma nota de 7.06 e 82% das 38 críticas postadas até agora são consideradas positivas. Já no Metacritic, o filme possui nota de 71/100, a partir de 18 críticas.
“Tenet” está programado para uma estreia internacional em 26 de agosto e será exibido em cidades selecionadas dos EUA a partir do dia 3 de setembro, após sua data de lançamento ter sido adiada três vezes devido à pandemia de coronavírus. No entanto, os críticos prometem que vale a pena esperar pelo filme e que a expectativa reprimida por todos os atrasos deixará o público ainda mais ansioso para assisti-lo.
O crítico da Variety, Guy Lodge, chamou o filme – estrelado por John David Washington, Robert Pattinson e Elizabeth Debicki – de um “espetáculo grandiosamente divertido e que faz passar o tempo“, elogiando seus elementos futuristas e simplicidade surpreendente:
“A meticulosidade da estética de ação do cinema de Nolan é cativante, compensa os fios soltos e os paradoxos provocadores de seu roteiro – ou talvez estejam ali simplesmente para lembrar que eles não importam tanto. ‘Tenet’ não é o Santo Graal, mas apesar de todo o seu jeito sério e solene, é um entretenimento estonteante, caro e incrível da velha e da nova escola do cinema“.
Embora alguns críticos tenham ficado desanimados com a tagarelice metafísica do filme, o consenso geral é que é uma adição alucinante ao já impressionante arsenal de Nolan.
Leia mais comentários abaixo:
Charlotte O’Sullivan do London Evening Standard: “Apontar que ‘Tenet’ tem falhas parece ingrato. É como criticar o Papai Noel. Mas, eu confesso, a ladainha física e metafísica me deixaram com sono. Nem achei o vilão remotamente assustador. Deixando de lado esses trocadilhos, ‘Tenet’ é uma explosão surpreendente e inovadora”.
Barry Hertz do Globe and Mail: “‘Tenet’ não é tanto um thriller decifrável, mas um exercício extremo de incompreensibilidade narrativa de engenharia reversa – o equivalente cinematográfico de um pretzel meio assado, com seus cantos pegajosos, mas deliciosos ao mesmo tempo. É feito para que nós nunca saibamos exatamente o que está acontecendo, mas seremos entretidos com o absurdo esmagador disso“.
Jessica Kiang para o The New York Times: “O filme é inegavelmente agradável, mas sua grandiosidade sombria serve apenas para iluminar a fragilidade da sua suposta inteligência. Em se tratando de qualquer outro blockbuster, isso dificilmente seria uma crítica, mas Nolan é o principal cineasta de ‘artespetáculo’ da atualidade, aquele que une a ingenuidade visual do cinema pipoca à satisfação calma de alguém que resolveu um Sudoku de nível médio. Dentro do contexto desta marca de entretenimento supostamente inteligente, Tenet encontra todas as expectativas, exceto a expectativa de que vai excedê-las“.
Matt Purslow da IGN Movies: “Tenet não é a obra-prima de Christopher Nolan, mas é outro acesso emocionante ao seu catálogo. Em um mundo onde o cinema blockbuster é dominado por franquias e sequências, o filme serve como uma demonstração excelente dos prazeres descompromissados e não-serializados da arte original de contar histórias. Mas em termos de ousadia, Tenet é o filme menos arriscado de Christopher Nolan em anos. Após dois filmes ambiciosos do cineasta, Tenet parece um pouco conservador, como se o estilo de Nolan fosse mais uma franquia por si só, do que uma estrutura. Apesar disso, o filme permanece mais interessante do que a maioria dos filmes de franquia e serve como uma farol para as qualidades do diretor. Em uma época na qual o cinema passa pelo período mais difícil da história, Tenet funciona como um fantástico lembrete do que o cinema de blockbuster pode ser, e porque a experiência é melhor vivida em uma grande sala escura“.
Jonathan Romney do Los Angeles Times: “É basicamente uma aventura de espionagem, mas com uma espinha dorsal de ficção científica: Nolan aposta em ‘Missão:Impossível’ ao tornar a impossibilidade não só algo físico, mas quântico. E ele faz isso de forma hábil, otimista e com uma vontade perversa de confundir“.
Phil de Semlyen da Time Out: “Você vai precisar elevar suas expectativas – esse não é um blockbuster para desligar o cérebro – mesmo que você considere que esta tenha sido a intenção do Nolan. Assim como aconteceu em ‘A Origem’ e em “Interestellar’, é um filme feito para ser desvendado com múltiplas assistidas e talvez em um ou dois podcasts. Os detalhes minuciosos do enredo se distanciam, especialmente durante o terceiro ato maximalista que repete algumas das falhas de ‘O Cavaleiro das Trevas Ressurge’ – o mundo desolador de Tenet é um pedaço da Gotham moralmente corroída – e existe uma sensação de que há excesso de chutes nas múltiplas sequências de ação, que são apresentadas, revertidas e reapresentadas de uma perspectiva diferente“.
