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Emoji: O Filme: Crítica | Um Filme sem público alvo

Emoji: O filme, certamente foi uma aposta da Sony em criar uma franquia de filmes baseados em emoji, que é algo presente em todo smartphone. No mundo atual, quase todo mundo faz uso desses emojis constantemente por meio das redes sociais. Portanto, a Sony viu uma oportunidade em patentear o filme e lucrar com isso. Já que, atualmente, criar novos personagens e um roteiro inédito vem se tornando cada vez mais difícil aos estúdios. Então, um filme que conta a história de algo que várias pessoas utilizam diariamente e se passa praticamente todo dentro do celular, seria algo inovador, correto?

Nem tanto. Apesar de personagens com os mais diversos tipos de características, o filme se perde ao tentar apresentar um universo novo, ao repetir elementos já utilizados em outras animações e se prolongando demais em determinados momentos.

Mesmo com um investimento de 50 milhões de dólares, o que é razoável, se considerarmos que é uma animação simples. Emoji conseguiu arrecadar quase 200 milhões. O filme traz elementos de outros filmes como por exemplo ao animar algo sem vida, algo visto em Uma Aventura Lego e se assemelha a Detona Ralph por utilizar de personagens virtuais. O filme até possui uma moral envolvida no seu final, utilizando também de uma pequena crítica a sociedade ao apontar como é ruim você nascer predestinado a trabalhar e a ser algo/alguém. O filme consegue apenas apresentar uma história repleta de clichês e Plot Twist já esperados, mas que consegue te fazer torcer pelo sucesso do protagonista. No primeiro momento em que você a vilã, mesmo que o filme não deixe explícito, você já sabe que ela será a antogonista do filme. Além disso, mesmo com um humor simples, o filme consegue te arrancar algumas pequenas risadas se levar em consideração que é indicado ao público infantil(o que se torna irônico visto a simplicidade do roteiro indicando ser ao público infantil, porém, o público infantil não conhece os emojis do celular, portanto, não irá empolga-los ir ao cinema) e o próprio filme não se leva a sério.O protagonista te leva a uma aventura dentro do celular que revela um propósito de autoconhecimento. Talvez tenha sido apenas mais um filme para arrecadar dinheiro ao estúdio e fazer propaganda de aplicativos, que provavelmente não valha os alto preço de um ingresso. Mas que pode ser um programa divertido para se assistir com os sobrinhos, ou mesmo seus filhos em casa. Caso contrário, o telespectador dificilmente terá bom proveito do filme. Em suma, emoji parece uma pequena sátira mais light de si mesmo. Apesar de fraca, a animação não é péssima mas se perde em seu próprio propósito em não ter um público definido e se perder em clichês e propaganda de aplicativos.
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