Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis foi um dos primeiros filmes anunciados para a fase 4 da Marvel nos cinemas. Remodelando o vilão Mandarim que havia aparecido em Homem de Ferro 3, o filme acompanha a história de Shang-Chi (Simu Liu) que no MCU é filho do Mandarim (Tony Leung Chiu-Wai) que decide se esconder de seu pai por não apoiar o grupo dos Dez Anéis, uma facção espalhada por todo o mundo. Seu pai agora por motivos misteriosos parte em busca do filho que agora ao lado de sua melhor amiga Katy (Awkwafina) partem em busca de sua irmã Xialing (Meng’er Zhang) e seu passado.

O herói que veio direto dos quadrinhos da Marvel sendo criado por Jim Starlin e Steve Englehart tinha suas aventuras inspiradas nos famosos filmes de Bruce Lee, mas aqui vemos um caminho diferente no filme. O diretor Destin Cretton consegue aplicar uma estética única em cada momento do filme, desde o início apresentando um mundo mundano até o final afundando totalmente no fantástico. A fotografia também surpreende, onde não vemos algo repetido dos outros filmes mas seguindo estéticas e cores diferentes, como vimos recentemente em Loki e Falcão e Soldado Invernal.

O grande mérito do filme está nas coreografias de luta, onde vemos um excelente trabalho feito pela produção com cenas impactantes. As lutas ao contrário da maioria dos filmes da Marvel Studios, nos permite ver o que está acontecendo e eleva o seu nível ao trazer os mais diferentes movimentos e captar isso de maneiras diferentes. Seguido por um design de visuais que não se inova muito, mas mantém a qualidade do MCU juntamente com cenários pontuais que são incríveis e cheios de vida.

O filme em alguns momentos acaba oscilando devido ao fato de utilizar de flashbacks para apresentar a origem dos personagens e suas relações familiares. Durante o filme também temos a explicação de detalhes do enredo que acabam sendo cansativos em alguns momentos criando uma curva no enredo. O humor no “estilo Marvel” está presente tendo os demais alívios para a trama, mas sendo um filme que busca ser uma aventura de fantasia, isso não se torna um problema tão grande.

Se aprofundando na cultura e mitologia chinesa, o filme consegue entregar momentos épicos, apresentando um novo olhar para o MCU juntamente com épicos confrontos. O herói Shang-Chi agora devidamente apresentado mostra potencial para expandir a magia do universo Marvel com a maestria de trazer cenas de luta dignas do personagem.