
Ang Lee (As Aventuras de PI) é conhecido por espetáculos visuais de tirar o fôlego, seu novo longa não poderia ser diferente. Este filme é o primeiro a ser exibido com a tecnologia do 3D+ em HFR, um formato digital inovador. Enquanto obras atuais são rodadas em 24 quadros por segundo, Projeto Gemini é rodado em 60 quadros por segundo, e exibido em 120 FPS, resultando em uma experiência 3D bem mais amplificada e imersiva do que qualquer longa em cartaz até hoje.
Projeto Gemini conta com elenco fenomenal: Will Smith (À Procura da Felicidade), Mary Elizabeth Winsted (Scott Pilgrim Contra o Mundo), Benedict Wong (Doutor Estranho), Clive Owen (Rei Arthur), Henry Brogan é um assassino de elite que se torna o alvo de um agente misterioso que aparentemente pode prever todos os seus movimentos. Ele logo descobre que o homem que está tentando matá-lo é uma versão mais jovem, rápida e clonada de si mesmo.
Enquanto tecnologicamente falando, Projeto Gemini é inovador, o roteiro peca muito na construção de história. Para um filme de ação, peca no ritmo, chegando a ser cansativo e monótono em muitos momentos, principalmente no momento de aprofundar os personagens centrais da trama, focando em uma espécie de trama familiar que não acrescenta em nada no resultado final. Com monólogos cansativos e clichês, digno de novelas, as cenas de ação se tornam um respiro no meio de um drama tão denso.
O que o roteiro não entrega, as cenas de ação fazem questão de proporcionar o que o espectador espera: um espetáculo visual eletrizante, com efeitos mais práticos, dentro da medida do possível, que que faz você ficar vidrado na tela e apreensivo na poltrona. Os efeitos visuais são excelentes, o rejuvenescimento do Will Smith, fica crível, tornando irreconhecível que aquela é apenas uma montagem.
Will Smith mostra seu potencial como ator mais uma vez, conseguindo segurar cenas com mais carga emocional de forma tocante e genuína para um ator de seu calibre, sem contar as cenas de combate, onde vemos que ele ainda está em plena forma, apesar de sua idade. Mary Elizabeth Winsted, surge como um par romântico para o protagonista, mas acaba virando uma amizade sincera e essencial para a trama, sendo encarregada de protagonizar os diálogos mais expositivos da trama. Clive Owen, talvez seja o personagem mais caricato da história, tentando dar uma faceta paterna para alguém totalmente vilanesco, mas que não convence em nenhum momento.
No todo, Projeto Gemini é um filme com uma tecnologia inovadora, mas devido a ser uma nova forma de se ver um longa, pode não ser encontrada em todos os cinemas, devido a infraestruturas específicas, que ainda não foram disseminadas em todos os cinemas, perdendo assim toda a experiência mágica da obra, tornando apenas mais um filme de ação banal e totalmente esquecível. Mas ainda vale o ingresso, por ser um longa divertido e para toda a família.