Sol, água, amigos e diversão.

Uma combinação e tanto para se esbaldar no verão em algum lugar do interior da Itália em 1983, não é mesmo?

“Me Chame Pelo Seu Nome” é a prova viva de que tudo que é bom pode melhorar.

Adaptado do romance homônimo do ítalo-americano André Aciman, acompanhamos a jornada de Elio (Timothée Chalamet), um jovem apaixonado pela arte e filho de um renomado professor que recebe em sua casa a visita do estudante americano Oliver (Armie Hammer).

Tudo leva a crer que vamos assistir a mais um romance recheado de clichês do gênero que vai apelar para temas espinhosos que podem acompanhar a trajetória de uma relação homossexual certo?

Errado.

Através das lentes do diretor Luca Guadagnino, somos transportados para uma odisseia de paisagens exuberantes que parecem ter saído de uma obra qualquer de Umberto Eco e que servem de plano de fundo para a obsessão crescente de Elio, que vai aumentando de acordo com a insistência de Oliver em se parecer com um ser divino, quase intransponível.

Na chegada ao clímax, o relacionamento dos dois é contado por uma fotografia vibrante que reflete a geração que descobriu o poder da liberdade de maneira fluida e perspicaz em uma época de tensão.

Destaque para o monólogo final do pai de Elio, interpretado por um inspirado Michael Stuhlbarg, que nos faz refletir sobre a brevidade da vida e a maneira que aproveitamos as oportunidades que nos são oferecidas.

Breve como o verão e intenso como o fogo, “Me Chame Pelo Seu Nome” não é uma história de amor qualquer e sim uma epopeia além do seu tempo.

 

 

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