Esse ano o ciclo de Dark se encerra, com a chegada da 3° temporada a série chega prometendo resolver sua trama que envolve viagem no tempo, problemas familiares e, recém introduzido na segunda temporada, o conceito de universos paralelos. Um desafio, que já adianto, foi muito bem resolvido.
Dark, para muitos é uma série complexa, cheia de linhas temporais, e, consequentemente, versões de seus personagens em várias fases dos famosos ciclos da série. Apesar de sua complexidade, no fim, ficamos com aquele gostinho de
Essa temporada se inicia exatamente onde a anterior acaba, com Jonas ainda em choque com a morte de Martha para logo descobrir que existe outra Martha, só que ela vem de outro mundo. Logo somos levados ao mundo paralelo dessa nova Martha, e percebemos que nem tudo é igual por lá. O primeiro episódio cumpre bem a função de mostrar essa versão de um mundo sem o Jonas. Refutando a teoria do próprio personagem que um mundo sem ele não é necessariamente um lugar melhor.
Também vemos o surgimento de novos personagens como a Eva, esta, por sua vez, confirmando as teorias de fãs, e o Infinito (o rapaz com a cicatriz no lábio). Sem revelar muito da trama, percebemos que a personagem é uma força antagônica a Adam. Além disso, novas informações sobre as árvores genealógica dos personagens nos são trazidas, assim, preenchendo algumas lacunas deixadas ao longo da série.
Um dos grandes pontos desta temporada não vai só a forma como os mistérios foram esclarecidos de forma coesa, mas também como houve essa expansão de mundos de modo gradual. Temos alternâncias não só entre diferentes épocas, mas como a diferentes mundos. Dando versatilidade a toda equipe técnica e o elenco da série, na criação de diferentes ambientes para os personagens e própria Widen.
Outro ponto a ser mencionado, atenção para possível spoiler, é a introdução de outro conceito, o de realidades alternativas, até por que não seria Dark se não complicasse mais o que já complicado, não é mesmo? Quando vemos esse mecanismo sendo utilizado pode parecer confuso, mas pareceu ser uma forma certa de fazer com que a série explicasse e expandisse mais sua trama, além de ter sido um ponto de virada indispensável para a conclusão de tudo.
Outro ponto positivo foi a manutenção de suas discussões filosóficas, envolvendo os ciclos, que parecem nunca quebrar, mas diferentemente de como foi posto nas temporadas anteriores, a final essa é conclusão da história, logo, precisamos de respostas. O episódio que preencheu os pontos chaves que ainda faltavam para sua grande conclusão, nos foi entregue sem deixar a desejar.
Um dos pontos negativos foi a trama de Alexander e a investigação do Clausen, que foi abandonada nessa temporada, ou talvez não tão bem trabalhada, na temporada anterior toda a história recebeu muito tempo, enquanto na terceira temporada é tratada de forma rasa.
Por fim, Dark encerra sua história não só de modo coeso como nos entrega um final digno e emocionante. Investe na ficção cientifica sem deixa de lado as histórias dos personagens, nos explicando os caminhos que seus personagens levaram em cada um de seus ciclos. A série que aborda tão bem o sci-fi, quanto o suspense, quanto o drama. Concluindo, aquele final com gostinho de dever cumprido.
A terceira e última temporada de Dark já está disponível na Netflix, com todos os seus episódios.
