Altos e Baixos 2018 | Confira quem se destacou no ano

O ano está praticamente no fim, então nada mais justo do que relembrarmos quem chamou nossa atenção em 2018, seja positivamente ou negativamente. Vamos aos nomes:   Michael B....

O ano está praticamente no fim, então nada mais justo do que relembrarmos quem chamou nossa atenção em 2018, seja positivamente ou negativamente. Vamos aos nomes:

 

Michael B. Jordan

Talentoso, Jordan roubou a cena em Pantera Negra no começo do ano como o vilão Killmonger, se sobressaindo mais do que o protagonista, inclusive. O ator voltou aos holofotes no final de 2018 com o elogiado Creed II.

 

Dwayne “The Rock” Johnson

Dwayne “The Rock” Johnson é provavelmente o maior astro de cinema da atualidade, ele é o Burt Reynolds dos nossos tempos. Apesar de nenhum outro ator hollywoodiano ser tão atrativo ao público quanto The Rock, sua popularidade sozinha não é capaz de encher plateias, o que diz muito sobre o nível de poder do “star-power” dos atores hoje em dia. Este ano o ator foi protagonista de dois blockbusters: Rampage e Skyscraper. O primeiro foi lançado pela New Line Studios, estúdio subsidiário da Warner Bros, e orçado em US$ 120 milhões. Da bilheteria total de US$ 430 milhões, apenas US$ 101 milhões vieram dos EUA, já a China contribuiu com US$ 157 milhões. San Andreas, outro filme-desastre que The Rock lançou em 2015, teve um desempenho um tanto melhor.

A arrecadação de Rampage foi no máximo um OK. Não foi um fracasso, mas também foi longe de ser um sucesso, principalmente para um superastro recém-saído de um megahit como Jumanji – Bem-Vindo à Selva. Já Skyscraper foi certamente um fracasso. Segundo o próprio Johnson, o filme seria uma homenagem ao clássico de ação Duro de Matar, mas nem chegou perto da receptividade que este teve. Ao contrário de Rampage, que se baseava num videogame, Skyscraper não tinha nada para atrair o público além do carisma de seu protagonista, mas como já sabemos, isso não é mais o suficiente. O fato do filme ser genérico demais também não ajudou. Orçado em US$ 120 milhões, Skyscraper faturou apenas US$ 304 milhões.

No entanto, 2019 parece que será um ano diferente para Dwayne Johnson. O derivado de Velozes e Furiosos e a continuação de Jumanji são apostas de público garantidas e vão compensar se Jungle Cruise for mal nas bilheterias.

 

Lady Gaga e Bradley Cooper

O sucesso Nasce Uma Estrela é um marco nas carreiras de Stéphanie Germanotta e de Bradley Cooper. No caso de Germanotta, mundialmente conhecida como Lady Gaga, foi uma oportunidade de se provar de uma vez por todas como uma boa intérprete e ela, para a surpresa de muita gente, conseguiu. Em todas as críticas do filme, Gaga foi o principal destaque. Tudo bem que ela  já havia ganhado um globo de ouro por seu papel na quinta temporada da série American Horror Story, mas, pra quem não sabe, o Globo de Ouro é uma piada. Nem a própria indústria o leva a sério (isso merece ser tema de artigo, aliás). Já para o ator veterano Bradley Cooper, o desafio era o de dirigir um filme pela primeira vez, tarefa na qual ele também se saiu surpreendentemente bem. Ao que parece, o ano vai ser fraco para a disputa do Oscar de melhor filme, o que traz a possibilidade real de Nasce Uma Estrela estar entre os indicados de várias categorias principais.

 

Keira Knightley

A atriz britânica já foi indicada duas vez ao Oscar por filmes como Orgulho e Preconceito (2005) e Jogo da imitação (2014) e é famosa por fazer parte de projetos elogiados pela crítica. Esse ano foi um ponto fora da curva para Keira. Seu personagem no blockbuster da Disney – O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos – roubou a cena e foi um dos poucos pontos positivos do longa, que foi um fracasso nas bilheterias. Já o seu Oscarbait (termo usado para filmes feitos para ganhar prêmios), o longa baseado na vida da escritora francesa que dá nome ao projeto – Colette – foi um tiro que saiu pela culatra e não cativou a crítica especializada nos festivais de cinema, pouco provável receber uma indicação. Vai ficar pra próxima, Keira.

 

Marvel Studios e Pixar

Se não fossem os heróis da Marvel e as animações da Pixar, a Disney teria tido um 2018 muito difícil. Praticamente todos os projetos que não eram de nenhum dos dois estúdios subsidiários fracassaram nas bilheterias. Uma Dobra no Tempo, Christopher Robin, O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos e até mesmo um filme da franquia Star Wars (!) ficaram bem aquém do que deveriam ter arrecadado e até deram prejuízo. Resta saber se Mary Poppins vai quebrar este padrão, o que é duvidoso, tendo em vista que o filme estreou abaixo das expectativas do estúdio. Porém, dezembro e início de ano são períodos atípicos, então veremos.

Bom, o calendário de 2019 com certeza está superior ao deste ano, vão encher os bolsos sem precisar de Pixar ou Marvel, que também farão mais rios de dinheiro.

 

J.K Rowling

J.K Rowling decidiu expandir sua bem sucedida franquia em 2016, com Animais Fantásticos e Onde Habitam. Até aí tudo bem, o filme não é perfeito, mas consegue ser divertido e possui uma história coesa. Em 2018, sai a continuação da franquia e o que vemos é um grande amontoado de cenas de 2h15min ao invés de um filme. Rowling escreveu Os Crimes de Grindelwald como se fosse um livro. Quem não se lembra dos longos diálogos expositivos nos livros da série Harry Potter? A cena do Dumbledore explicando tudo ao Harry no final do quinto livro, o Olho-Tonto Moody falso explicando como enganou todo mundo para se passar pelo verdadeiro durante o Cálice de Fogo, Sirius, Lupin e Pettigrew contando suas histórias a Harry em O Prisioneiro de Azkaban, Tom Riddle explicando como pôs seu plano em ação no final de A Câmara Secreta, a longa cena na qual Voldemort explica como ressuscitou no quarto livro, ou a cena da batalha final, na qual Harry o confronta e por aí vai. Todas com longos diálogos expositivos nos livros, mas resumidas em poucas frases nos filmes e isso não é por acaso. Cinema é visual: Você não conta a história para o público, você mostra. Os roteiristas de verdade que trabalharam na franquia (Steve Kloves e Michael Goldenberg) obviamente sabiam disso, mas alguém precisa alertar a J.K que livros e roteiros são coisas diferentes. Já tenho até medo do que virá pela frente.

Estrutura da obra a parte, várias coisas ali parecem saídas de uma fanfic ruim, uma hora todo mundo parece ser irmão de todo mundo. E o pior de tudo é que os problemas não estão restritos apenas a esses filmes. A peça de teatro Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (que não foi escrita por ela, mas que ela diz que é cânone) poderia muito bem ter saído de uma mente pouco fértil de algum adolescente fã de suas obras. Filha do Voldemort com a Belatrix usa vira-tempo para prejudicar o filho do Harry? Sério que você aprovou isso, J.K?

Um lado da Rowling que particularmente me desagrada é o fato dela usar certos vácuos em suas obras como uma forma de forçar representatividade nas suas histórias, como é o caso da Hermione negra ou o Dumbledore gay. Será mesmo que ela pensou que os personagens poderiam ter essas características quando escreveu os livros? Eu não tive problema algum com um Dumbledore homossexual ou com uma Hermione negra e continuo não tendo, acontece que depois de anos seguindo a J.K nas redes sociais, comecei a estranhar as suas intenções por trás de declarações “inclusivas” e suspeito que seus comentários sobre diversidade são mais uma questão de inflar o próprio ego do que uma preocupação real com a causa.

 

DC

A DC teve um bom ano, seja nos quadrinhos, com as histórias do Senhor Milagre, Batman do Tom King (apesar da enganação do casamento) e a volta de Liga da Justiça Sombria, Shazam e várias boas minisséries. No cinema, Aquaman teve uma boa recepção do público, apesar das críticas medianas, e está indo muito bem nas bilheterias. Mas o destaque maior mesmo vai para o seu universo construído na TV. Além das séries da CW: Arrow, Flash, Lendas do Amanhã e Supergirl, a DC ainda conta com Raio Negro e Titãs, que após muita desconfiança, conquistou de vez o público. Todas indo muito bem e o cenário para 2019 é promissor, com as séries Patrulha do Destino, Monstro do Pântano, Justiça Jovem e Stargirl. Nem o fracasso de Jovens Titãs no cinema estragou o sucesso da DC.

 

Helen Mirren

A Helen Mirren tá devendo muito dinheiro para alguém? Ou será que tem o “rabo preso” com algum executivo??? Porque só isso explica a sua presença em O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos e em Winchester. Dois filmes ruins.

 

Jason Momoa e Aquaman

Jason Momoa já anda por Hollywood já faz um bom tempo, sempre fazendo pequenos papeis no cinema e na TV. Antes de Aquaman o ator até então nunca havia tido uma oportunidade de brilhar e poder se firmar como um astro de cinema. Todas as grandes chances que surgiram ao longo de sua carreira acabaram sendo tiros pela culatra: O remake de Conan – O Bárbaro foi um desastre, o sucesso mundial de Game of Thrones não serviu para mostrar o seu carisma e a sua habilidade em conseguir articular duas palavras (“Achavam que eu não sabia falar inglês“, disse Jason certa vez) e sua participação em Liga da Justiça foi inútil em fazer as pessoas gostarem do personagem, isso sem falar no imenso fracasso de bilheteria. Com o sucesso de Aquaman, o status da carreira de Momoa pode realmente seguir um rumo diferente a partir de agora.

Já o nosso herói Arthur Curry sempre foi visto como uma piada entre o grande público, muito em parte por causa do desenho dos Superamigos. É até engraçado lembrar que a série da HBO, Entourage, brincou com o personagem ao mostrar o protagonista do seriado tentando conseguir o papel principal no blockbuster do herói, que seria dirigido por James Cameron. Na época – há dez anos – a ideia de um filme do Aquaman era simplesmente ridícula e sem dúvida é interessante notar o quanto as coisas mudaram de perspectiva durante estes anos. Hoje as pessoas estão lotando os cinemas para verem Aquaman e muito provavelmente seu filme passará Liga da Justiça já na próxima semana. Engraçado como as coisas acontecem, não é mesmo?

 

Michelle Williams

Williams é conhecida por fazer projetos pequenos, independentes, mas esse ano a atriz decidiu mudar o foco da carreira, se dedicando a filmes mais comerciais. A decisão, segundo a própria, foi por questões financeiras e para se manter em evidência, pois isto a ajudaria a buscar financiamento para os projetos pequenos que gosta de fazer. Esse ano, ela foi a vilã em Sexy por Acidente, uma comédia de Amy Shumer e foi o interesse romântico de Tom Hardy em Venom. Os dois filmes foram considerados bombas, mas pelo menos Venom fez dinheiro, não é? O que vai servir de consolo.

 

Sony Pictures

A Sony teve um bom 2018. Conseguiu dar início a uma nova franquia com o sucesso de Pedro Coelho, Hotel Transilvânia 3 também repetiu o sucesso dos anteriores e o principal: todas as suas investidas no universo da Marvel este ano deram muito certo. Homem-Aranha no Aranhaverso está sendo considerado o melhor filme do herói e já existem conversas sobre a indicação do filme ao Oscar de melhor animação. Já Venom, filme que muitos davam como fracasso certo, subverteu até as expectativas mais otimistas dos executivos da Sony e faturou cerca de US$ 854 milhões até o presente momento. O sucesso inesperado mostrou a Sony que é ela quem dá as cartas na sua relação com a Marvel Studios agora. Parece que o jogo virou, não é mesmo?

 

Christian Bale

Christian Bale engordou vários quilos esse ano para fazer o vice-presidente americano da era Bush, Dick Cheney, no longa Vice, do diretor Adam McKay (A Grande Aposta). O filme é baseado em fatos reais e retrata a ascensão de Cheney ao poder. O elenco conta com nomes fortes como Amy Adams, Steve Carell e Sam Rockwell. Vice tem vários elementos que a Academia adora no momento da premiação do Oscar, como por exemplo o fato de ser protagonizado por uma figura masculina poderosa, que tem uma esposa amorosa ao seu lad, cujo intérprete passou por uma transformação física radical para viver o personagem. Apesar dos principais ingredientes do Oscarbait estarem presentes em Vice, os críticos não gostaram muito do filme e o projeto até agora teve recepção divisiva, bem diferente da que os filmes indicados recebem. Bale provavelmente engordou pra nada e caso a indicação saia, dificilmente ele leva o prêmio. Talvez o oscarbait do ano que vem – Ford vs Ferrari – seja mais bem sucedido.

 

Ruby Rose

Ruby Rose não é lá uma atriz muito boa, mas é bonita e possui algum carisma. Ficou famosa depois de Orange Is The New Black e até hoje vem tentando ser uma estrela de ação em algumas franquias. Já esteve no último Resident Evil, em John Wick 2 e no filme de ação galhofa Triplo X. Nenhum dos dois foi um sucesso. Esse ano ela esteve ao lado de Jason Statham em Megatubarão e dessa vez o filme deu certo. A recepção crítica ruim era esperada, mas o público gosta de monstros gigantes e Jason Statham brigando com uma criatura dessas sem dúvida é um atrativo a mais. O filme fez US$ 530 milhões durante o período em cartaz. Nada mal. Para coroar, a atriz agora faz parte do universo de heróis da DC na TV e deixou os fãs ansiosos por sua estreia como Batwoman no tradicional crossover de fim de ano da CW. 2019 será ainda melhor, já que Kate Kane ganhará sua própria série.

 

Universo Cloverfield

Cloverfield, de Matt Reeves, foi uma grata surpresa quando foi lançado há quase 11 anos (já????). Em 2015, J.J Abrams pegou um bom roteiro que era uma metáfora sobre relacionamentos abusivos e o transformou numa expansão de Cloverfield, dando início a um universo. O resultado foi o elogiado Rua Cloverfield, de 2016, outra grata surpresa. Porém, em 2018 o universo morreu definitivamente. O terceiro filme, Paradoxo, foi vendido por milhões pela Paramount à Netflix, que lançou o filme de surpresa após o Superbowl. O consenso era de que o longa era uma merda e um desperdício de talento dos atores. Já Overlord, que inicialmente também era mais um filme Cloverfield, foi vendido apenas como um filme de monstro pela Paramount. Talvez o estúdio tenha mudado de estratégia depois da recepção ruim de Paradoxo, mas no fim das contas não deu muito certo. Overlord não arrecadou nem US$ 50 milhões.

 

Netflix

É verdade que o streaming tem muito lixo, mas é também uma verdade que seu conteúdo foi destaque nos festivais de cinema mundo afora esse ano. No começo do ano, o serviço ganhou o Oscar de melhor documentário por Ícarus. Depois veio o longa dos Irmãos Cohen – A Balada de Buster Scruggs –  uma antologia de histórias de faroeste americanas, que está na lista de pré-indicados em algumas categorias técnicas do Oscar do próximo ano. Roma, de Alfonso Cuarón, domina as listas de melhores de 2018 de vários críticos por todo o mundo e é um forte candidato ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Como se isso tudo não bastasse, a Netflix montou e fez um lançamento póstumo do filme The Other Side Of The Wind, do lendário diretor de Cidadão Kane, Orson Welles.

 

Kevin Spacey

A carreira de Kevin Spacey praticamente afundou de um ano para cá. O ator foi – e ainda é – investigado por várias autoridades, teve o maior fracasso comercial de sua carreira e, em plena véspera de natal, foi indiciado por mais uma acusação de assédio sexual. Spacey resolveu provar que não importa quão ruim as coisas estejam, sempre dá para piorar tudo mais ainda e divulgou um vídeo no seu IGTV, falando como se fosse o Frank Underwood e dizendo coisas como: “Te mostrei meus segredos mais profundos[…] te desafiei e te fiz pensar“. No mínimo bizarro e mais bizarro ainda é alguém ter achado que algo assim poderia aliviar a barra do ator. Quem se sentir curioso, pode assistir ao vídeo aqui.

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