Título: Hellblade: Senua’s Sacrifice
Desenvolvedora: Ninja Theory
Distribuidora: Ninja Theory
Plataformas: PC, PS4
Gênero: Survival-Horror, “Ação”
Em meio a um mar de jogos baseados na série souls, jogos que foram feitos às pressas ou apenas “mais do mesmo” eis que surge em uma tarde qualquer uma esperança, chamada “Hellblade: Senua’s Sacrifice”
Uma coisa que deve ser deixada clara logo de início é: se você joga jogos por jogar e não liga para a história, já pode parar de ler por aqui ok? Porque esse é o foco do jogo, quanto a ação? Bem, isso fica pra daqui a pouco.
Para quem fica mimimi por spoilers deixa de ser fresco aqui vai apenas a sinopse:
Senua é uma guerreira celta que sofre de psicose severa e experimentou um imenso trauma após seu lar ter sido invadido e destruído por guerreiros vikings. Hellblade acompanha a jornada dela até Helheim, o mundo dos mortos da mitologia nórdica governado por Hela (Sim, a filha do Loki) em busca da alma de seu amado. Agora se não me engano o amado em questão é seu irmão (isso se eu entendi a história).
Hellblade tem uma protagonista no mínimo diferente, ela tem esquizofrenia e isso é algo muito importante no jogo, já que você não lida apenas com inimigos, mas também com visões criadas pela mesma, vindas da cabeça dela, fruto da criação e traumas dela, nada sobrenatural ou vindo dos nove reinos, assim como na realidade. Senua ouve vozes em sua cabeça o tempo todo, o que pode ajudar e atrapalhar o jogador, se estiver cercada de inimigos uma voz pode informar isso, mas algumas outras te levam pra morte.
Além do mais a ambientação é excelente, quanto a captura de movimentos e expressões dos personagens não está nada bom, está perfeito, deixando jogos como “Mass Effect: Andromeda” feito por uma enorme produtora no chinelo, contra uma equipe de 20 de Hellblade, o jogo apenas peca na ação, que pode ser resumida em deixar o tempo mais lento e atacar, nada de mais, tanto em divertimento quanto em qualidade, mas um jogo perfeito em tudo séria demais.
Na maior parte do tempo estaremos resolvendo puzzles que no início são até legais, mas depois se tornam repetitivos, que por sinal podem ser bem difíceis já que o jogo não oferece nenhum tipo de ajuda, assim como não iremos ficar procurando itens por ai, Senua conta apenas com sua espada.
Com relação ao que mais chamou a atenção sobre o jogo, os saves, não é bem assim.
Para quem não sabe quando você morre no jogo Senua vai sendo tomada pela escuridão, manifestada na forma de manchas escuras, e se essa escuridão chegar a sua cabeça, literalmente, seu save é simplesmente apagado, simples assim.
Entretanto existem até mesmo vídeos de pessoas morrendo por diversas vezes e nada do save sumir, ou o número de mortes é bem alto ou essa ideia ficou só no papel.
Em suma, é um jogo lindo com notas em reviews tão belas quanto (Uol 9.0/IGN 9.2/ Metacrit 82) tendo narração de sobra e ação de menos (o que não é ruim) em suas 7 horas de campanha, agora para quem esse jogo é bom: se você gosta de histórias bem-feitas e quebra cabeças entre médios e difíceis, vai na fé.
Agora se você não liga para a história, só para a gameplay, pula cutscene e não curte ficar travado no game por puzzles, relaxa aí e espera setembro que vem coisa muito melhor pra você, se não entendeu dá uma olhada na listinha de jogos que vem por aí que você vai entender na hora.