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O que os críticos estão falando sobre o terceiro ‘Bill e Ted’?

Chegaram à rede as críticas de Bill & Ted: Encare a Música, terceira continuação da trilogia Bill & Ted, com Keanu Reeves e Alex Winter.

No último filme, Bill e Ted, já na meia-idade, são alertados por um viajante do tempo a respeito de um show destinado a salvar o espaço-tempo e que vai acontecer em 78 minutos. Assim, ambos devem criar uma música para salvar todo o universo.

Seguindo o espírito dos outros filmes, os dois embarcam numa jornada incrível, na qual encontram suas famílias, velhos amigos e músicos famosos para completar a tarefa. William Sadler (Homem de Ferro 3), Holland Taylor (Dois Homens e Meio), Kristen Schaal (Aprendiz de Espiã), Jayma Mays (Glee) e Erinn Hayes (Kevin Can Wait). O comediante George Carlin tem uma participação póstuma através do uso de imagens de arquivo dos dois primeiros longas.

Para John DeFore, do Hollywood Reporter, o filme “amplifica” os momentos que representam o ponto alto da franquia – não tanto por mostrar os personagens principais encontrando-se com caricaturas de figuras históricas, mas por mostrá-los em interações com outras versões de si mesmos. Porém, na opinião do crítico, o filme peca pelas idades das esposas dos protagonistas, jovens demais para serem companheiras de homens de 50 e poucos anos. Ele também nota que os fãs vão gostar de ver que a filha de Ted – Billie (Brigette Lundy-Paine) – e a filha de Bill – Theadore (Samara Weaving), puxaram o profundo conhecimento musical de seus pais e acompanham o entusiasmo deles pelo assunto. Segundo DeFore, as duas combinam a energia e o sentimento de ‘bobagem inofensiva’ que fez os filmes de 1989 e 1991 serem tão bem-sucedidos.

Peter Travers, da Rolling Stone, escreve que há um choque inicial em ver Bill e Ted mais velhos, reduzidos a se apresentar para 40 pessoas, que só estão ali porque é noite de promoção. O crítico acrescenta que o trabalho de equipe entre Reeves e Winter foi “irresistível” e que os atores cinquentões “provam que a juventude pode ser fugaz, mas a imaturidade é uma alegria eterna“. Travers afirma que o filme é “uma carta de amor ao fanservice que te deixa com um sorriso bobo na cara“, adicionando que é a melhor cura para a depressão gerada pela pandemia.

Matt Goldberg, do Collider, reconhece que sequências de comédia são ruins, especialmente quando anos se passam entre elas (são 29 anos desde o último filme), mas o diretor Dean Parisot e os roteiristas Chris Matheson e Ed Solomon “usam esse espaço de tempo em vantagem própria ao entregar um encerramento de trilogia encantador e fascinante“. Goldberg continua, escrevendo que o filme mantém a doçura e a idiotice dos originais, enquanto abraçava o tempo que se passou entre os longas. Observando que a história “funciona muito bem”, Goldberg comentou sobre o retorno bem-vindo de Reeves à comédia, uma vez que se consolidou como uma estrela de ação. “Encare a Música” mostra que a sua veia cômica permanece afiada e que ele ainda pode interpretar um sujeito bobo e adorável ao lado de Winter, que claramente se diverte interpretando Ted mais uma vez.

O crítico A.O.Scott escreve para o The New York Times que os protagonistas “retiveram sua ingenuidade essencial” no filme e que “representam modelos amigáveis de masculinidade saudável“. Porém, “o longa também é, ao mesmo tempo, uma tentativa  amável e desleixada de reafirmar o valor da simpatia e de fazer algumas piadas no meio do caminho“. Para o crítico, o ponto alto do filme é o momento onde Mozart e Jimmy Hendrix fazem um dueto: “uma demonstração lindamente concebida e executada de como um gênio reconhece outro gênio“.

Para Bonnie Burton, do site CNET, o longa é “uma aventura alegre, divertida, encantadora e um grande lembrete de como a música pode nos unir em tempos de caos“. Ela elogiou o roteiro, observando que “ele faz sentido” apesar dos vários elementos esquisitos e aventurescos da trama. Para Burton, as melhores partes do filme envolvem as versões diferentes de Bill e Ted no futuro, que mostra os icônicos personagens fingindo que moram na casa de Dave Grohl, vocalista do Foo Fighters,  e uma tentativa de apresentar uma música do grupo como se fosse deles. “O filme tem um punhado de momentos especiais e aparições de figuras conhecidas da cultura pop que deixarão felizes os fãs da dupla (velhos e novos)“, diz a crítica, “mas a maior alegria do filme não é necessariamente a nostalgia. É a positividade que Bill e Ted esbanjam a todo momento“.

Jim Vejvoda, do IGN, escreve: “Para uma continuação que poderia ter facilmente falhado em recapturar o que funcionou décadas antes, o resultado final é raso, porém longe da diversão artificial que entrega no geral“. O crítico prossegue, explicando que a diferença de idade dos personagens e o lugar em que estão em suas vidas “tem um toque de tristeza ausente nos filmes anteriores”, acrescentando que apesar da dupla ter concluído que a melhor época para se estar é o agora, a árdua vida profissional e pessoal da dupla desafiaram o julgamento inicial de ambos”. Vejvoda define que a energia e o espírito dos originais ainda é aparente – junto com a química entre Reeves e Winter –  enquanto reconhece a passagem do tempo. No fim das contas, o crítico conclui que o longa evita “a maldição do terceiro filme e certamente está longe de ser um desastre“.

Dana Stevens, da Slate Magazine, reconhece o conceito de “fan-service” que baseia a existência do longa, não que ela esteja reclamando. “Assim como os primeiros dois filmes, o novo capítulo é bobo e simples, pendurado em uma história de ficção científica um tanto sem coerência, enquanto se apoia na afeição permanente do público por seus protagonistas irresistíveis“, escreve Stevens. “Mas essa afeição amadureceu e se aprofundou desta vez, junto com a amizade da vida real que surgiu entre os dois atores que os interpretam e os roteiristas dos três filmes, Ed Solomon e Chris Matheson“. Ela afirma que independente dos erros do filme (furos de roteiro e questionamentos lógicos) o coração do longa está no lugar certo. Stevens elogia o talento de Reeves para a comédia física, elogia também a habilidade de Winter em entregar as melhores falas do filme, bem como o senso de humor e o amor da dupla de atores por esses personagens.

Bill & Ted: Encare a Música estreia hoje em cópias digitais.

 

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