
Thor: Vikings, foi publicada originalmente nos EUA pelo selo Marvel Max, em 2003 nas revistas: Thor: Vikings 01-05, e no Brasil em 5 partes na extinta revista: Marvel Max (revista que publicava os títulos do selo adulto da editora, cujo nome esta na revista) e não faz parte da cronologia do herói ou da editora. A história volta cerca de 1000 anos, na época dos Nórdicos e conta a história de Harold Jaekelsson e seus impiedosos vikings que ficavam de vila em vila saqueando e chacinando seus habitantes.
Após chacinar o vilarejo de Lakstad, eles rumam para o que eles chamam de: Novo Mundo (provavelmente uma referência aos continentes americanos), mas antes eles são amaldiçoados pelo sábio da vila que profere as seguintes palavras: “Ainda que velejais por mil anos, ó nórdicos… Vós não alcançareis a terra que buscam”, Jaekelsson mata o sábio fazendo com que a pedra rúnica utilizada para realizar o encantamento drenasse todo o seu sangue e assim deixando os soldados nórdicos muito mais poderosos.
Mil anos se passaram desde os eventos e eles finalmente chegam ao seu “Novo Mundo”, que nada mais é do que a cidade de Nova York e rapidamente começam a chacinar os habitantes, Thor então intervêm para frear os atos demoníacos dos Vikings, porém é espancado violentamente por Jaekelsson e seus soldados, e jogado no rio amarrado ao seu Mjolnir, aonde após algum tempo emerge e encontra o Doutor Estranho que o ajuda a deter a ameaça.
Garth Ennis (Preacher, Hellblazer, Justiceiro Max) escreve a história dando a ela um tom extremamente violento e sanguinário, porém se comparado aos seus outros trabalhos é muito fraco em questões narrativas. Desenhado pelo excelentíssimo capista Glenn Fabry (capas de: Hellblazer e Preacher, Lugar Nenhum), as artes de uma página inteira, apesar de algumas bem viscerais, são realmente muito bonitas e deixam a narrativa em um novo patamar de profundidade, compensando a trama vazia.
Thor: Vikings, é uma obra de puro entretenimento, principalmente para quem gosta de altas doses de violência, apesar de ser muito pedida pelos fãs para entrar na lista de republicações da Panini Comics, tem um roteiro de alto potencial totalmente desperdiçado, sendo pobremente compensado pela arte do Glenn Fabry, não chegando nem perto de ser uma das melhores obras do conceituado Garth Ennis, dando muitas vezes a impressão de que os eventos são uma desculpa para desmembramentos e vísceras nas páginas, mas da pra se divertir lendo.
