Cerca de 4 anos atrás eu tive o que é até hoje a maior crise de ansiedade que tive na minha vida. Estava sentado no chão do meu banheiro derramando quantidades abissais de lágrimas e sem conseguir respirar. Meu peito queimava, enxergava somente borrões na minha frente e senti que estava prestes a morrer.
O marido da minha mãe me ajudou na época, depois disso fui em busca de ajuda psicológica e busquei me tratar. Comecei a cuidar melhor da minha saúde mental, e isso não me impediu de ter problemas que lido até hoje, mas me ajudou a crescer e aprender a lidar com eles.
Contudo, após 2 dias desse acontecimento, antes de qualquer coisa, algo aconteceu. Me sentei na minha cadeira simples de escritório de frente para o meu computador, e decidi escrever um livro. O nome do livro é o que está no título desse artigo, “O Desbravador do Tempo”, e apesar de toda essa carga emocional que ele possui, não acredito que me tornarei o próximo G.R.R Martin. E mesmo com essa sentença, eu ainda estou feliz, porque algo é entender a realidade, e outro é aceitar ela se opondo acima de você.
O Processo de Se Tornar um Autor no Brasil
Após finalizar o meu livro eu pensei: Tudo bem, o que diabos irei fazer agora?
Obviamente passei mais 1 ano revisando o livro, mudando partes centrais da história, modificando personagens. Para uma história que foi escrita por 3 anos, eu como autor mudei e os personagens também tiveram que mudar, e pensar no seu nome como autor(essa parte me consumiu mais do que deveria), Cheudo A.S de Carvalho.
E agora começava minha jornada para encontrar uma editora. Sempre no início do ano, editoras abrem o processo de recebimento de originais, e com isso você pode enviar seu original para ser analisado pela editora. Você precisa ter todo o seu livro “documentado”. Isso significa ter o resumo do seu livro, sinopse, título, a formatação correta (que você pode encontrar facilmente no google).
Existe também a possibilidade de você lançar seu livro por conta própria. Atualmente, muitos autores encontram sua oportunidade lançando seu livro em formato digital. A Amazon é uma dessas plataformas, e existem entre outras que você pode buscar.
Eu fui… escolhido?
E em um momento que estava pensando em fazer essa escolha, uma editora me respondeu. A Editora Letramento me colocou em seu projeto de originais. Eu tive uma escolha a ser feita, onde precisava decidir qual seria o formato do meu original. Sem citar muitos detalhes, a primeira escolha eu entraria com um investimento e a segunda não, mas teria riscos caso não alcançasse determinada meta.
Escolhi entrar com um investimento, e todo o processo foi extremamente tranquilo. Pediram referências para a capa, o envio do livro em formato docx para ser revisado. O processo de revisão foi algo novo, pois vi diversas partes sendo lida por outra pessoa e ela apresentando seu ponto de vista. Esse processo me ensinou muito sobre o que seu livro se torna quando está pronto.
O processo da capa e do design foram meus favoritos, justamente por eu ser um designer e trabalhar com outra pessoa, transmitindo suas ideias, foi muito bom. Para a capa eu sempre quis usar as cores azuis que acredito trazer uma certa melancolia que existe no personagem e que passa por toda a história.
E agora, enfim publico, eu penso que foi uma das maiores realizações da minha vida, mesmo sabendo de um possível futuro inevitável.
Ser escritor não é um “felizes para sempre”
Todo mundo costuma olhar para a história da preconceituosa e com ausência de pensamento crítico J.K Rowling e pensa que pode ser o próximo. Ser rejeitado por diversas editoras até que seu livro seja enfim publicado e você se torne extremamente famoso.
A realidade acaba indo para outras histórias também de pessoas famosas. Brandon Sanderson publicou seu primeiro livro em 2005 e não teve um sucesso gigantesco. G.R.R Martin escreveu muitos contos antes de publicar A Guerra dos Tronos. A realidade é que muitos dos escritores mais famosos que temos hoje, persistiram nesse caminho.
A realidade que você enfrenta é que a fama não deve ser a busca que você tem que fazer ao começar a escrever. Não porque é uma impossibilidade, mas porque existe um mar de outros escritores que são rejeitados, adorados, esquecidos, celebrados. Todos nós sonhamos em viver fazendo aquilo que amamos, mas a realidade é muito diferente e na maioria das vezes, cruel.
Entretanto, existe uma escolha que deve ser feita. Eu publiquei meu primeiro livro, e ele será somente o primeiro de muitos que irei escrever e tentarei publicar. Porque eu amo escrever, contar histórias, criar mundos. E tudo isso, estando no Brasil onde é um pais que a literatura todos os dias é relegada a livros de coachs e autoajuda.
Ser um artista não deve ser trágico, mas sim uma potência. Nós sempre seremos relegado à um espaço do qual teremos que estar lutando o tempo todo. Só que estamos aqui, fazendo o que amamos, nutrindo isso o tempo todo. Para cada palavra escrita em meu próximo livro, eu sinto que estou fazendo aquilo que acredito.
E então eles viveram…
Estou dizendo para você não ter uma segunda opção? Jamais. Contudo, de noite, ao estar sozinho de frente para o computador pense: O que me impede de contar uma história?
E ao estar pronto pense que aquilo é uma das maiores realizações que um ser humano pode fazer, ser capaz de criar um mundo próprio.
O Desbravador do Tempo é uma história sobre um personagem que encontra itens que o tornam capaz de viajar no tempo. Ele descobre que é um “Onironauta”, que o torna capaz de usar sua criatividade para ampliar sua mente de forma inimagináveis. E cabe a ele escolher o que fazer com esse poder, assim como você precisa escolher o que fazer com sua escrita.
Eu preciso dizer, não é fácil, é doloroso, contudo não deixa de ser arte, afinal de contas as maiores histórias não foram escritas somente com tinta, mas também com sangue.
E se quiserem adquirir sua edição de O Desbravador do Tempo, basta clicar AQUI. Afinal eu também tenho que fazer o meu pequeno anúncio. Te vejo por aí escritor…
