O Pacificador, é um personagem que tem ganhado cada vez mais notoriedade dentro do meio nerd, principalmente por causa do novo filme do Esquadrão Suicida dirigido por James Gunn (Guardiões da Galáxia vol.1 e 2) que tem a data de estreia prevista para 2021. Mas ainda não sabemos se devido a pandemia, ocorrerá alguma mudança no calendário, vale frisar.

Ainda mais recentemente, foi anunciado uma espécie de spin-off de Esquadrão Suicida, focado exclusivamente no Pacificador produzida pela HBO Max, ainda sem data de estreia, escrito por James Gunn. Mas quem é este personagem que saiu do limbo da DC Comics? O que ele come? Aonde ele mora? Como vive? Claro que não temos todas estas respostas, mas podemos falar de algumas coisas.

O Pacificador foi criado pelo escritor Joe Gill (Depois do Fim do Mundo) e o desenhista Pay Boyette (Creepy), e teve sua primeira aparição no extinto título de espionagem Fightin’s 5 #40, publicado pela Charlton Comics (1945-1986) em novembro de 1966. Com o cancelamento da revista, o personagem conseguiu seu título próprio em novembro de 1967.

Como era comum na época, o personagem tinha um alter-ego completamente diferente do herói chamado Christopher Smith, que era um diplomata completamente pacifista, mas que tinha um vasto conhecimento em mecânica. Seu esconderijo secreto era em uma montanha na Suíça, aonde tinha acesso a um arsenal avançadíssimo, ainda que abominasse o seu uso, o que já denotava um certo contorno de esquizofrenia.

A Charlton Comics, editora detentora dos direitos do personagem, veio a fechar a porta em meados dos anos 80, sendo incorporada pela titânica DC Comics, que utilizou grande parte dos super-heróis criados pela editora, para preencherem seus panteões. Em Crise nas Infinitas Terras, alguns heróis chegaram a fazer parte das páginas da saga.

Com o intuito de apresentar definitivamente alguns personagens da Charlton para o grande público, a DC Comics resolveu chamar o escritor britânico Alan Morre (Monstro do Pântano) para escrever uma história envolvendo um grupo com esses heróis.

Devido à proposta do roteiro ser completamente diferente da que eles queriam, mas ainda assim ter uma qualidade ímpar, foi decidido que os personagens seriam alterados para outros, com diferentes nomes e origens, mas que ainda teriam a mesma essência, sendo assim, ficaram desta forma: O Capitão Átomo seria substituído pelo Doutor Manhattan, os dois Besouros Azuis, tanto o original Dan Garett, quanto o seu sucessor Ted Kord, seriam trocados pelos dois Corujas que aparecem na série, o Questão se tornaria o Rorschach com uma mistura de Mr. A, o Ozymandias seria o Thunderbolt, a segunda Espectral seria a adaptação da Sombra da Noite, e por fim o Pacificador veio a se tornar o Comediante. E assim nasceu uma das melhores histórias em quadrinhos de todos os tempos: Watchmen.

Algum tempo depois, o verdadeiro Pacificador ganhou uma série própria em meados de 1988, com quatro edições escrita por Paul Kupperberg (Esquadrão Suicida) e desenhada por Tod Smith (Vigilante), que recriaram completamente o personagem, dando ainda mais enfoque em sua esquizofrenia, sendo personificada pela assombração de seu pai nazista morto, que viva falando em seu ouvido, e que matava indiscriminadamente qualquer um que “se opusesse a paz”.

Na esteira desta reformulação, ele foi colocado dentro do arco das histórias do Xeque-Mate, uma organização secreta da DC Comics, isso em meados também de 1988/89, em Checkmate #1920. E após isso, pontualmente em algumas sagas e arcos ao longo dos anos.

O Pacificador veio a ganhar mais destaque novamente apenas em meados de 2015, quando Grant Morrison e Frank Quitely (WE3), resolveram fazer uma espécie de “Watchmen” com os personagens da Charlton Comics, publicada em Multiversity: Pax Americana #1, que fazia parte de uma espécie de uma catalogação do Multiverso feito pelo Morrison.

No Brasil, o personagem ganhou algumas aparições, estreando nas páginas de Superpowers #5  publicado em 1987, durante os eventos de Crise nas Infinitas Terras, pela editora Abril. Uma edição publicando as quatro edições que reformulava completamente o personagem em DC Especial #6, publicado em maio de 1991 também pela Editora Abril.

Em Superalmanaque DC #2, aonde fechava o arco da Conspiração Janus que havia sido iniciada na revista do Capitão Átomo, aonde o Pacificador estava envolvido, publicado em junho de 1991 pela Abril. Também apareceu em Superman 1° Série #85-86, em algumas aventuras aonde ele havia entrado para o Xeque-Mate.Depois veio a aparecer apenas em Superman Premium #12, aonde ele ajuda alguns heróis a resgatar a alma do Hal Jordan do purgatório.

Anos mais tarde, em agosto de 2015, aparece eu Multiverso DC #3, na história aonde o Grant Morrison escreve o personagem junto com alguns outros heróis da extinta Charlton Comics. Esta história faz parte do encadernado Multiverso – Edição Definitiva, publicado em dezembro de 2017.

 

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Charlton_Comics

https://pt.wikipedia.org/wiki/Watchmen#Personagens

https://www.quadrimcast.com.br/2014/05/06/a-liga-dos-esquecidos-22-pacificador/

http://www.guiadosquadrinhos.com/personagem/espinho-negro-(elizabeth-thorne)/1921

http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/dc-especial-n-6/dce0301/5820

http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/multiverso-edicao-definitiva/mu011109/134935

http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/superalmanaque-dc-n-2/sdc0302/7881

http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/super-homem-1-serie-n-85/sh00301/8278

http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/multiverso-dc-n-3/mu011102/119209