Crítica – Vidro

Filme termina a trilogia inciada em Corpo Fechado, porem é o mais fraco dos três.

Em 2000 quando o M. Night Shyamalan imaginou o “Corpo Fechado” ele acabou criando um universo que acho que nem ele pensou que daria tão certo como deu. E hoje vemos o final dessa trilogia com o lançamento de Vidro.

Vidro definitivamente é o filme mais fraco dessa trilogia.

O seu desenvolvimento é bem confuso, começa de uma forma muito lenta e aos poucos vai pegando o jeito e quando o filme começa a pegar o jeito ele volta a ser chato, fazendo com que o filme pareça ser uma eternidade e nunca acabar.

Por outro lado, os efeitos especiais do filme são muito bem feitos, como se trata de um filme bem mais fantasioso do que o comum é necessário bastante efeitos, ainda mais nas cenas de luta. A maioria dos efeitos são práticos e quase nenhum é de CGI, fazendo com que Vidro fique mais fiel a realidade do que outros filmes de super-heróis que exageram nos efeitos especais. Outra coisa que impressiona é a beleza da fotografia e do uso das cores que formam uma excelente combinação

A trilha sonora é outra coisa muito boa, com músicas instrumentais épicas que criam uma ótima atmosfera ao longo das cenas no filme.

A história é a coisa mais decepcionante do filme. Depois de Fragmentando estávamos à espera de um filme mais complexo que explorasse o lado da mente dos personagens. O que tivemos foi nada disso, vemos um filme onde 90% dele se passa em um hospital psiquiatra onde os nossos “heróis” são tentados a acreditar que na verdade não passam de malucos e que não possuem nenhum poder real. Mas ao longo vemos que o objetivo dos personagens não era esse e pronto, toda a história entra em uma bola gigante e confusa de neve onde não entendemos nada, o objetivo é mudado a cada segundo não dando nenhuma fluidez a história, sem contar que a batalha final é totalmente broxante. Confesso que fiquei muito decepcionado tanto com a atuação como o personagem de Samuel. L. Jackson (que interpreta o Glass), é construído toda uma atmosfera meio sombria por trás do personagem, mas no final das contas ele só passa de um cara inteligente e viciado em quadrinhos, sem mais sem menos. Senti que faltou uma grande coerência e linearidade na história para fazer com que ela seja realmente boa, mas acredito que mesmo o filme fechando o arco dos personagens eles devam voltar para novos filmes mais para frente (ou outros personagens apareçam)

A atuação do James Mcavoy é uma das únicas coisas que realmente salvam no filme, dessa vez ele interpreta com excelência mais de 20 personagens com jeitos e pensamentos totalmente diferentes. Mas com certeza a melhor personalidade dele é a Fera.

Confira o trailer do filme logo abaixo:

 

Vidro chega aos cinemas brasileiros em 14 de janeiro de 2019.

 

Vidro
6.6
Vidro
  • Roteiro
    5
  • Efeitos Especiais
    7
  • Fotografia
    7
  • Trilha Sonora
    7
  • Enredo
    6.3
  • Atuação
    7
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