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Crítica: Shazam! – A Fúria dos Deuses | Com carisma e identidade, o filme se perde em um universo extinto

Shazam! é um dos antigos projetos do DCEU. Ele já surgiu em meio ao caos, com a alteração da visão de Zack Snyder, pelas mãos de Geoff Johns. Com isso ele se tornou o projeto mais “leve” desse universo, e conseguiu até se sair bem em sua bilheteria. Temos um primeiro filme com carisma e capaz de explorar as nuances do herói. Na sequência temos um orçamento maior e mais arriscado. Contudo para se tornar uma boa história, eles teriam que ir além disso.

Em Shazam! Fúria dos Deuses, acompanhamos Billy Batson (Asher Angel e Zachary Levi) que tentam agora manter a família unida após todos receberem os poderes do mago. A confusão começa quando as filhas de Atlas Kalypso (Lucy Liu) e Hespera (Helen Mirren) surgem para vingar a morte do seu pai e restaurar o seu reino perdido.

Agora temos um orçamento maior, com mais ação e capacidade para ir além do seu antecessor. A direção de David F. Sandberg mantém a qualidade do primeiro, nos trazendo uma aventura fantástica para todos os públicos. Nada que fuja dos padrões, contudo o que ele entrega já é o suficiente para nos conduzir por essa aventura.

Já os efeitos especiais também conseguem entregar as mais variadas versões de inimigos. Realmente sentimos como se a história tivesse saído direto de um conto infantil com dragões e guerreiros. Com uma narrativa que ainda possui o carisma do primeiro filme, vemos como Shazam possui o coração para se manter fiel a sua proposta.

Os problemas de um herói e a família Shazam!

A Família Shazam!

O problema infelizmente está que em nessa narrativa, vemos uma tentativa de explorar com mais profundidade Billy Batson. Temos os dilemas do crescimento, em como as coisas mudam pela puberdade, mas ele não consegue encontrar espaço para tal. Em certos momentos o filme se torna tão acelerado que ele não respira para encontrar um momento para a sua narrativa. Optando por carros sendo destruídos ao invés de interações, temos uma ação que se entrega ao simplismo.

Ao tentar focar em uma narrativa que tenta ser maior, ela esquece seu maior trunfo, a humanidade dos personagens. Por mais que exista em cada um o carisma essencial para o filme, a narrativa não é capaz de se utilizar disso ao seu favor. Toda a construção em volta de suas jornadas são entregues, onde o crescimento que vemos acaba não sendo recompensador no final.

Chegando no último ato do filme, ainda temos um final que não sabe ao que se propôs, encerrando da pior maneira possível o personagem no DCEU. Apesar dos pesares, o filme consegue ser uma divertida aventurar apesar dos altos e baixos. Não temos aqui o final esperado para o personagem, mas ao menos podemos ver ele novamente antes do reboot feito por James Gunn.

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