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Como a série Boneca Russa reinventou a ideia do “Dia da Marmota”

A série Boneca Russa da Netflix receberá sua segunda temporada ainda esse ano em abril de 2022. Na primeira temporada acompanhamos Nadia (Natasha Lyonne) e Alan (Charlie Barnett) buscando descobrir o motivo de estarem repetindo os mesmos dias continuamente. Com um final de certa maneira fechado, nos resta esperar para ver o que a diretora Leslye Headland está tramando.

Entretanto um ponto do qual a série se baseia é no “Dia da Marmota”, mas o que seria exatamente isso? Na realidade esse é um evento que acontece em  Punxsutawney, a 120 quilômetros a nordeste de Pittsburgh, no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. De acordo com a tradição da região, a Marmota tem a habilidade de prever as mudanças climáticas. Se a Marmota sair da toca em um dia nublado significa que o inverno está próximo de acabar, mas caso ela entre em sua toca em um dia ensolarado significa que o inverno irá durar mais seis meses.

No filme O Feitiço do Tempo nós temos o repórter meteorologista Phill Connors interpretado por Bill Murray que acordo sempre no mesmo dia, no caso no Dia da Marmota pois o repórter foi até Punxsutawney cobrir o evento.

Após o sucesso do filme, a ideia de acordar sempre no mesmo dia foi usada repetidas vezes em filmes e série, e ficou conhecido como “O Dia da Marmota”. Diversos filmes como No Limite do Amanhã, A Morte te Dá Parabéns e até mesmo Efeito Borboleta utilizam dessa ideia para contar uma história de diferentes formas.

E conhecendo agora o princípio do qual a série se baseia, vemos que ela apresenta as mesmas ideias mas com um foco diferente. Aqui temos um foco muito maior nos personagens centrais da trama Nadia e Alan. Cada um deles possui um trauma do qual buscam superar durante os episódios.

Também é interessante notar que diferente de demais obras com o mesmo tema, aqui somos conduzidos a uma investigação para entender a situação e a cada episódio descobrimos um detalhe que já havíamos visto mas tinha passado despercebido. As diferentes mortes também são criativas indo do mais absurdo até o sombrio e bizarro.

As constantes mortes em si não são somente uma ferramenta narrativa para explorar os sentimentos de cada um, mas existe a busca para entender o que seria aquilo e também que talvez não seja somente sobre “precisamos ser melhor”.

Pode-se dizer que a proposta principal da série é “aquilo que não percebemos ou escolhemos não ver”. Aquela memória do passado, a verdade que não aceitamos ou até mesmo o que está na nossa frente. Cada detalhe na série conta e por mais que ela não seja perfeita, a cada episódio a situação vai escalando e se tornando cada vez pior criando essa urgência.

O Mapa das Pequenas Coisas Perfeitas, um filme do ano passado da Amazon Prime também aborda o tema de forma um pouco diferente, mas ainda se mantendo mais no aspecto emocional e de romance entre os protagonistas. Em Boneca Russa tal qual o seu nome, a cada episódio vemos uma nova camada desse ciclo do qual descobrimos mais detalhes sobre a origem desse ciclo.

Uma série que vale a pena conferir por não enrolar em sua proposta tendo episódios de 24 minutos, e que nos oferece a ideia de olharmos em volta e perceber os detalhes do nosso ciclo diário.

 

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