Ao fim de sua 4ª temporada e mesmo antes disso The 100 já demonstrava uma grande habilidade par enclausurar seu espectador em uma jaula enquanto via seus personagens preferidos (ou preteridos, já que a série não poupa ninguém) serem levados ao extremo enquanto o mesmo não podia fazer nada além de assistir e esperar por um momento onde toda aquela série de desgraças acabasse. Assim, a série conseguia fazer com que toda a narrativa de seus diversos núcleos fosse frenética e dinâmica a ponto de muitas vezes levar ao esquecimento de problemas, seja em seu roteiro ou em questões mais técnicas como direção, atuação e outros elementos; chegando assim à um dos melhores cliffhangers de séries dos últimos anos dando um salto de 6 anos na narrativa em que víamos Clarke viva na Terra acompanhada de uma garota com quem aparentemente sobreviveu por este tempo vendo uma nova nave decolar na Terra. Agora, retomando este final surpreendente em sua 5ª temporada, The 100 mostra ainda ter a habilidade de fazer sua narrativa sua narrativa fluir de forma natural, e mesmo assim, frenética. A 5ª temporada se encontra neste momento no terceiro episódio e é impressionante como ela consegue trazer de volta toda a urgência da narrativa em tão pouco tempo, mesmo com os dois primeiros episódios tendo um tempo considerável para mostrar o que aconteceu durante estes seis anos (no caso do segundo, praticamente todo o episódio) o espectador ainda se sente naquela mesma jaula, impotente enquanto vê os personagens tendo que enfrentar diferentes tipos de adversidades. Com três núcleos fixos ao começo da temporada, a série dá a Clarke e Madi (a garotinha que vimos ao fim da temporada passada), a continuidade na trama que queríamos após um fim tão incerto, repetindo os feitos no núcleo do bunker que tem de longe a personagem mais interessante da série no atual momento (Octavia, que é cada vez melhor interpretada por Marie Avgeropoulos) e no núcleo do espaço que apesar de ser o mais “parado”, apresenta uma boa dinâmica entre seus personagens e mesmo assim já evolui muito no terceiro episódio desta temporada. A montagem também continua extremamente ágil em transmitir a tensão necessária em determinados momentos e o roteiro consegue evidenciar o quanto os personagens da série evoluíram ao longo do tempo, tendo como melhores feitos neste caso os personagens de Eliza Taylor e Bob Morley, respectivamente Clarke e Bellamy que mostram um amadurecimento em seu raciocínio quando em situações dilemáticas, além de claro, Octavia que neste caso tem o próprio processo de amadurecimento mostrado (em uma cena em especifico, de modo sangrento e impactante que com certeza já está entre os melhores momentos dessa temporada) e não apenas ressaltado pela passagem do tempo. Agora é esperar para que a série continue seguindo por esse caminho e entregue um trabalho tão ou mais extremo quanto nas temporadas anteriores deixando-nos novamente imóveis ante nossos personagens sendo destruídos psicologicamente e fisicamente.

9.3
Score

Roteiro
9
Enredo
10
Personagens
9.5

Final Verdict

Eletrizante, sangrenta e cheia de dilemas, a jornada dos sobreviventes de Praimfaya continua envolvente e fazendo de The 100 uma das série mais certeiras em sua ação cheia de surpresas e contratempos.