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HQs/Livros | Artigos

Precisamos falar sobre (especial): Quem é o Pantera Negra?

Um excelente título para entrar na “vibe” do filme do herói que chega esta semana nos cinemas de todo o mundo.

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Pantera Negra foi o primeiro herói negro a aparecer nos quadrinhos não como coadjuvante e sim como personagem principal, algo de bastante impacto na época, já que a apenas dois anos antes havia sido aprovada as Leis de Direitos Civis nos Estados Unidos, sendo considerado um grande ícone cultural até hoje. Sua primeira aparição foi no título da principal equipe da editora Marvel: Fantastic Four #52-54, aonde a família viaja para as terras de Wakanda com objetivos exploratórios, e após serem encurralados pelo seu regente, e após mostrar toda a sua habilidade para os heróis, conta a história de Garra Sônica (seu pior inimigo) que quer de qualquer forma roubar os tesouros de seu país.

Quem é o Pantera Negra? conta a origem do herói com mais riqueza de detalhes, como ele assumiu o trono, como a nação de Wakanda se tornou uma super-potência tecnológica e suas motivações para se manter isolada do resto do mundo, sem contar no primeiro embate físico com seu antagonista. Após T´challa assumir o trono, Garra Sônica reúne um grupo de super-vilões com o intuito de invadir a nação do Pantera Negra e desestabilizar tanto a nação, quanto o rei, se valendo da ambição de vários países para possuir a tecnologia de Wakanda.

Reginald Hudlin (Casa dos M: Wolverine) constrói um enredo com forte cunho politico para mostrar o quão gananciosas são as nações quando se trata de adquirir mais poder, além de algumas críticas a religiões, sem contar no aprofundamento dos costumes da nação e seu aprofundamento nas origens do herói, enriquecendo de detalhes diversos eventos que até então eram obscuros para o público. O controverso Jhon Romitta Jr. (Homem-Aranha: De Volta ao Lar, DC Renascimento: Grandes Astros Batman) consegue acompanhar a narrativa com cenas de tirar o fôlego e muito bem feitas, dando um ar ainda melhor para a história.

A narrativa se desenvolve muito bem quando se trata do personagem principal, porém peca em mostrar vilões com motivos razoáveis e o acabamento de seus arcos foram feitos de forma bem precárias, sem contar em um final tão abrupto que aparenta que foi interrompido na metade, entretanto com uma forte discussão política sobre o capitalismo, e como a política é algo frágil. A história também inseriu diversos personagens novos, como: Shuri, a irmã mais nova de T´challa.

Apesar dos problemas, Quem é o Pantera Negra? é uma excelente leitura para uma melhor imersão na mitologia do personagem que tem a sua primeira aparição em um filme solo nos cinemas esta semana, no dia 15 de fevereiro.

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Precisamos falar sobre: Visão

O incrível terror suburbano de Tom King chega ao Brasil, conheça um pouco mais sobre a história…

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Visão nos trás uma história aonde o Vingador constrói uma família com base nos seus padrões cerebrais para tentar se tornar mais humano e viver uma vida normal em um subúrbio da América, a questão que fica é: até onde o normal se torna uma obsessão? O roteiro é básico e não exige muito do leitor, porém a experiência de leitura é realmente única.

Tom King (Xerife da Babilônia, Senhor Milagre), é um dos roteiristas mais respeitados no meio dos quadrinhos atualmente, apesar de suas obras serem muito recentes, não deixa os leitores ávidos por uma leitura instigante e desafiadora na mão. A arte de Gabriel Hernandez Walta (MagnetoX-force) acompanha de forma exímia o ritmo da história o que trás uma imersão ainda maior do leitor na narrativa.

run de King com o personagem é algo realmente inovador para os padrões do herói que é constantemente apresentado como um robô que tenta se encaixar desesperadamente nos padrões humanos e essa ideia é jogada impiedosamente contra ele.

As aventuras super-heroicas são deixadas em segundo plano para dar espaço aos problemas rotineiros e humanos que o personagem enfrenta todos os dias com a sua família, construindo um terror suburbano de primeira classe, transformando um simples ato de ir a uma aula, ou simplesmente visitar um vizinho como algo aterrorizante e extremamente tenso, o que leva a programação dos sintozoides ao colapso. Sem contar que estes mesmos atos sob o olhar deles se tornam fúteis e irrelevantes, uma perspectiva realmente muito interessante do nosso cotidiano, que em sua simplicidade é extremamente complexa e não damos o devido valor a isso.

Roteiristas preferenciam personagens desconhecidos pelos fãs justamente por causa  da liberdade para testar novos métodos de narrativa, Tom King usa e abusa deste ás na manga neste primeiro encadernado que chega agora para venda pela Panini Comics, em capa cartonada e reúne as edições de #01-06, realmente vale muito o investimento, ainda mais nesta época de quadrinhos super inflacionados.

 

 

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Precisamos falar sobre: Dark Nights – Metal

Conheça um pouco mais sobre Dark nights: Metal, a mais nova mega-saga da DC Comics que esta cativando cada vez mais os leitores nos EUA.

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A nova fase da DC Comics: Rebirth (Renascimento, na tradução para o português), nos prometeu a volta da grandiosidade da editora e o retorno aos conceitos base que fizeram da editora o que ela é hoje. Um dos exemplos mais evidentes disto é o retorno do Superman simbolo de esperança e inspiração, conceito que se perdeu ao longo dos novos 52 e que gerou muitas criticas por parte dos fãs na época, apesar de ainda ter rendido arcos dignos de nota como as primeiras edições da Action Comics escritas por Grant Morrison durante a fase, e o retorno do Wally West clássico. Apesar do baixo índice de vendas e das altas criticas por parte dos fãs da editora, o projeto Renascimento não se esqueceu dos eventos dos novos 52 e continuou com toda a mitologia já criada, porém desta vez com os conceitos básicos dos primórdios da editora. Tendo isto em mente, porque não criar uma mega saga que remete a diversas outras sagas da outra fase da editora? e então temos: Dark Nights: Metal

Escrita por um dos escritores mais influentes da nova fase dos novos 52: Scott Snyder (O Despertar, Ano Zero, Vampiro Americano) e de seu parceiro também nas HQs dos novos 52 do homem-morcego, o desenhista: Greg Capullo (Rebirth, Spawn, Ano Zero) e tem inicio em dois prelúdios: Forja Fundição, aonde encontramos o Batman tentando desvendar um mistério envolvendo o Metal Enésimo, material do qual são feitos as armas do Gavião Negro e Mulher-Gavião (talvez se lembrem destes personagens do desenho animado de: Liga da Justiça – Sem limites), e a situação se agrava cada vez mais quando uma misteriosa montanha surge do nada no meio de Gotham City, e quando os os heróis da Liga da Justiça resolvem investigar a montanha, Kendra aparece e leva eles a ilha Falcão Negro, aonde reside Kendra Saunders: a Mulher-Gavião, que explica todo conceito da história, se valendo do conceito do Multiverso criado por Grant Morrison: O Multiverso das Trevas, aonde as escolhas de diversos personagens levam aos maiores medos dos heróis tomarem forma, e no meio disto tudo se concentra Barbatos, um ser das trevas multiversal que escolhe o Cavaleiro das Trevas como o portal para toda a destruição do mundo regular aonde se passa a fase do Rebirth, através de seus maiores medos.

Metal, é uma história que se passa nos tempos atuais da editora, porém o quadrinho não massageia e a narrativa exige que o leitor tenha ao menos um conhecimento básico da mitologia da editora, trazendo conceitos de outras sagas para compor a história que ele quer contar, como já dito anteriormente: O Multiverso criado por Grant Morrison, a antena que tem como objetivo destruir o Multiverso, apresentada em Crise Infinita e o retorno de diversos heróis esquecidos pela editora, como o: Homem-Elástico, que ainda se encontra na forma adormecida de um ovo, sob a desculpa dele ser uma persona muito volátil e poderosa para permanecer a solta no mundo, e o Tornado Vermelho que foi enviado junto com uma equipe para desvendar os mistérios do Multiverso das trevas e acabou voltando desativado,sem contar na aparição de Morpheus na saga como um arauto da destruição vindoura, mais um crossover com o universo DC além do polêmico: Doomsday Clock. Snyder se preocupa em dar motivos validos para o desaparecimento de certos heróis, isto é muito interessante de se ver. Um dos principais chamativos da saga são os Homens-Morcego feito dos maiores medos do Cavaleiro das Trevas, aonde temos a fusão do herói com diversos heróis da Liga, todos sob o comando do Homem que Ri (fusão do Batman com o Coringa).

Uma coisa que fica nítida nos quadrinhos que compõem a saga é que Snyder esta testando novos métodos de narrativa, o que torna a história muito confusa em alguns pontos, já que ela é composta por diversos elementos presente no mundo dos quadrinhos, muitos dos quais não se casam direito, além de Snyder não ser conhecido positivamente por encerramentos bons de sagas, vide: A Corte das Corujas, o que nos resta é esperar para ver se o encerramento será algo a altura da história contada.

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J. R. R. Tolkien | 126 anos de fantasia

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Tudo começou com uma pequena frase escrita em uma folha de papel:

“Numa toca no chão vivia um hobbit.”

Mal sabia o escritor que essa frase era o ponto de partida para uma das mais grandiosas obras de todos os tempos.

Muitos podem não saber, mas o projeto que fez Tolkien ser conhecido como um dos maiores autores do gênero fantasia ficou engavetado por cerca de 6 anos em uma escrivaninha da Universidade de Oxford. Foi por um acaso que os escritos de ‘O Hobbit’ foram encontrados por uma das alunas do autor que o incentivou à publicá-los, o que aconteceu em 1937. Vale comentar que antes de sua publicação, a obra passou pelas mãos de seu grande amigo C.S. Lewis, autor de ‘As Crônicas de Nárnia’.

Com o passar dos anos, John Ronald Reuel Tolkien passaria a ser conhecido pelo pseudônimo J. R. R. Tolkien e seu nome estamparia a capa de milhares de cópias de suas obras.  Dentre as mais conhecidas podemos citar o famoso livro ‘O Hobbit’ que atualmente já ultrapassou a marca de 100 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo. O sucesso que este livro fez na época de sua publicação rendeu ao autor uma solicitação de uma continuação, o que viria a se tornar a trilogia de ‘O Senhor dos Anéis‘ que foi publicada entre 1954 e 1955. Postumamente em 1977, foi publicada por seu filho Christopher uma coletânea de obras literárias do escritor, intitulada O ‘Silmarillion’.

Suas fontes de inspiração vêm de diversos lugares e experiências. Podemos identificar em sua obra traços das mitologias nórdica, grega e várias referências à bíblia. Além de professor universitário, John também era um filólogo apaixonado por idiomas, algo que certamente o ajudou na concepção de sua mitologia e na criação de diversos dialetos fictícios.

Um grande influenciador de suas obras foram suas experiências na Primeira e Segunda Guerra Mundial, as quais viveu intensamente primeiramente como combatente e depois como pai de um dos soldados enviados à guerra. Um de seus escritos chamado ‘A Queda de Gondolin‘, por exemplo, foi escrito no hospital após o mesmo sobreviver à Batalha do Somme em 1916.

As obras de Tolkien têm influenciado diversas culturas desde sua publicação até os dias atuais. Há relatos que nos anos 60, andar com uma de suas obras nas universidades americanas era quase uma obrigação. Muitos dos jogos de RPG, como D&D, que surgiram nos anos 70 e 80 usaram conceitos e parte da mitologia criada pelo autor.

Atualmente, a adaptação de ‘O Senhor dos Anéis’ e ‘O Hobbit’ para os cinemas, deram ainda mais notoriedade para as suas obras. Principalmente para o público geral que não conhecia os seus livros e contos. Além disso, muitos jogos eletrônicos derivados de seu patrimônio literário foram lançados em diversas plataformas. Se depender do público, há muito ainda que se aproveitar desse universo criado por esse gênio da fantasia.

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