Após o lançamento do novo desenho de She-Ra e As Princesas do poder, enfim vemos a obra finalizada, e se realmente existe algum problema nessa nova adaptação. 

Antes de tudo, vale ressaltar que a DreamWorks foi responsável pelo projeto, o que já dá um alívio, pois o estúdio sempre busca fazer um excelente trabalho. 

A ideia desse projeto, é levar uma animação para o público infanto-juvenil, sendo mais centrado no público feminino. Desde o primeiro desenho essa é a proposta, tanto que existem poucos personagens masculinos na série e isso foi mantido nesse reboot.

Mas agora partindo para a nova série animada. Nesse reboot vemos que She-Ra fazia parte da horda e tinha uma grande amizade ali dentro, o que dá uma profundidade maior para a personagem.  Em meio à tudo isso também se encontra as princesas, onde cada uma possui uma certa peculiaridade.

Os traços também mudam. O clássico desenho tenta passar um estilo mais realista, detalhando traços corporais e mantendo os olhos proporcionais ao corpo. E agora no reboot eles buscam algo mais cartunesco, onde as feições e expressões são mais soltas, semelhante a desenhos como Steven Universe e O Incrível Mundo de Gumball.

A história não possui uma profundidade enorme como os desenhos Rick e Morty, Bojack Horseman e etc. Mas ele consegue transmitir lições de amizade, superação e entre outros que servem para o seu público alvo.

Como um todo o desenho pode não ser uma obra prima, mas para os mais velhos é divertido de se ver, e para os mais novos pode ser uma experiencia de experimentar algo do gênero da alta fantasia, que faz tempo que não vemos.

O problema que alguns tentaram colocar foi o fato de que estaria estragando a obra original, mas o fato é que as crianças de hoje não são as mesmas dos anos 80 e 90. O mercado também mudou.

Se você é um saudosista que prefere o desenho original, você ainda pode ver ele, ele está lá. Se você quer experimentar algo novo, ou apresentar algo para um público mais jovem, o reboot está aqui agora também. O tempo passa e fazer a mesma coisa o tempo todo não é algo saudável para o público e nem para os roteiristas e criadores.

E diferente do desenho Thundercats Roar, o reboot de She-Ra respeita o clima da série original. E quem tem medo com o terror da “lacração”, existem nuances de casais LGBTS, e existe um casal lésbico, mas isso só é retratado em uma linha de diálogo.

A nova série animada pode não ser uma revolução em meio às outras animações atuais, mas cumpre o seu papel. Coisas novas sempre virão e isso é normal, pois no final, ninguém pode escapar do futuro.