O que os anos de 1937, 1954, 1976 e 2018 têm em comum entre eles? Além de serem recortes aleatórios do tempo e representar fases tão distintas do cinema?

Sim, foram nesses respectivos períodos que “Nasce uma Estrela” ganhou vida através da sétima arte, conquistando seu espaço na cultura pop e imaginário popular.

Não restam dúvidas de que a trágica história de amor escrita originalmente por William A. Wellman e Robert Carson, soube se reinventar com o passar do tempo, trazendo sempre novos elementos para o aclamado roteiro e adaptando o enredo de acordo com as tendências da época em que a trama se passava.

Isso não foi diferente nesse último remake.

Bradley Cooper e Lady Gaga são os protagonistas da vez, enquanto Ally é uma cantora de luz própria em ascensão, Jackson é literalmente uma estrela cadente nessa colisão que mudará o rumo de ambas as vidas.

A epopeia é embalada por excelentes canções e reflexões intimistas sobre a fama e a existência humana. Ao decorrer da trama, somos levados para um verdadeiro backstage de turnê pelos EUA, quase que de forma documental. Dessa maneira conseguimos nos identificar e imergir totalmente no cenário de show business que nos é apresentado.

Dirigido com maestria pelo próprio Cooper, o filme conta com atuações inspiradíssimas de todo o elenco (inclusive o núcleo de coadjuvantes, encabeçado pelo excelente Sam Elliott). Bradley constrói um melancólico, sonhador e atormentado Jackson Maine; Lady Gaga é uma força da natureza que segura todo o peso emocional da sua personagem. Além de brilhar nos números musicais e despontar na pele de uma promissora atriz, a nova-iorquina vencedora de 6 Grammys e detentora de vários sucessos na indústria fonográfica consegue provar que é mesmo uma artista completa.

“Nasce uma Estrela” pode ser considerado um dos melhores filmes do ano até aqui, aliás, esse projeto ambicioso deve construir um legado artístico para todos os envolvidos na obra e render várias indicações ao Oscar do próximo ano, entre elas a de Melhor Canção Original, pela belíssima balada romântica “Shallow”.

“Talento todos têm. A diferença está em quem tem algo a dizer”, já recitava o personagem de Cooper para Gaga em um determinado momento do longa.

É sobre isso que se trata o filme.

Em um mundo completamente dominado pelas aparências, só quem realmente ama é capaz de ouvir e entender as estrelas.

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